Vilma pede perdão a Lia, mãe do menino levado de Brasília
Vilma Martins, condenada pelo sequestro do bebê em
maternidade de Brasília e de uma menina em Goiás, afirma, em entrevista, que
comprou os dois filhos, roubados de outras mulheres. É a primeira vez que ela
apresenta essa versão
Vilma Martins, a mulher condenada pela Justiça por ter
sequestrado Pedro Rosalino Braule Pinto, o Pedrinho, de uma maternidade de
Brasília há 29 anos, negou o sequestro, mas assumiu que pagou R$ 30 mil pelo
menino e R$ 6 mil por Maria Aparecida Fernanda Ribeiro da Silva, a outra filha
dela, registrada como Roberta Jamilly. “Eu não sequestrei nenhuma criança. Eu
ir lá e pegar, não. Eu comprei.” Condenada em 2003 pelos sequestros das duas
crianças, ainda recém-nascidas, e por falsificação de documentos, ela está em
liberdade condicional. As novas versões e outras revelações foram dadas em
entrevista exibida ontem, no programa Domingo Show, da TV Record.
Sem dar
nomes, Vilma contou ter encomendado os bebês a uma assistente social. A
moradora de Goiânia pediu perdão, pela primeira vez, à verdadeira mãe de
Pedrinho, Maria Auxiliadora Braule Pinto, a Lia, que mora no Lago Norte, no
Distrito Federal. “Eu entendo a situação dela totalmente. Tenho até que pedir
perdão pra ela. Mas não fui eu”, afirmou, ao mandar um recado à vítima. Mas, ao
mesmo tempo em que dizia ter errado, Vilma tentava justificar o roubo afirmando
que era para realizar o sonho do marido, o fiscal da Receita de Goiás Oswaldo
Borges, ter um filho com ela. “Eu já tinha perdido duas gestações. O Oswaldo me
cobrava um filho. Tentamos adotar. Fomos procurar os trâmites, mas, como não
éramos casados, esbarrava-mos nessa situação”, alegou.
Roubado na maternidade, Pedrinho, 29 anos, visita Vilma em Goiânia
Vilma garantiu que o marido sabia do crime. “Claro que sabia.
Um homem que conviveu comigo 23 anos e sete meses. Ele não dormia na rua.
Estava comigo à noite todos os dias. Estão colocando meu marido como um débil.
A pessoa por mais boba que seja, entende das coisas”, ressaltou ela. Oswaldo
morreu em decorrência de um câncer, um mês antes de a Polícia Civil do DF
encontrar Pedrinho. Portanto, não deu a versão dele.
Vilma
não explicou como chegou ao valor pago em reais, uma vez que o sequestro de
Pedrinho ocorreu em 1986 — à epoca, circulava no Brasil o cruzado. Além disso,
quando Vilma foi identificada, chamaram a atenção as semelhanças dela com o
retrato falado da sequestradora.
Na
entrevista, Vilma ainda culpou Lia pela sua condenação, pois a mãe biológica de
Pedrinho a apontou, em depoimentos, como a sequestradora do filho. “Tinha
vontade de falar com ela pessoalmente. (Lia) Você olhou pra mim e acha que eu
peguei o seu filho. Não peguei. Eu comprei o seu filho, o nosso filho, o nosso
Júnior. Agora, me perdoa por eu ter me envolvido nessa situação e o seu filho
no meio. Porque quem sofre é ele. Me perdoa.” Ela continuou a acusar Lia. “Não
vou falar que ela está mentindo. Ela deve estar confundindo. Se fosse assim (a
versão que prevaleceu à Justiça) ela não culparia outras quatro pessoas antes
de mim (até os anos 2000, outras três crianças, e não quatro, foram dadas pela
polícia de Brasília como sendo Pedrinho). Se ela tivesse certeza de que era eu,
ela não teria, também, condenado outras pessoas. Eu tenho certeza que ela não
pode olhar pra mim e falar: é ela. Porque não fui eu.” Mas Lia nunca acusou
outras pessoas de ter sequestrado o filho dela.
Sobre o
bebê, hoje um advogado de 29 anos, casado, morador da Asa Norte, pai de um menino
de 3 anos, Vilma disse conviver muito bem com ele, mas não conversa sobre os
crimes que ela cometeu. Já sobre Aparecida Fernanda Ribeiro da Silva, Vilma
afirmou ter pago a uma pessoa da família da vítima pela criança, tirada da mãe
em uma maternidade de Goiânia, em 1979. “Ela foi comprada. A Roberta foi
barato. Foi uma pessoa da própria família dela que passou pra gente. Foi a
mulher que era amante do pai dela. Pagamos R$ 6 mil.” Além de não dar nomes,
Vilma não conseguiu explicar por que não contou tal história, como a do roubo
de Pedrinho, nos depoimentos à polícia e à Justiça.
Fonte: Renato Alves – Colaborou: Adriana Bernardes – Correio Braziliense

Completamente louca. Doida de pedra. Acho ate que se tiver oportunidade, faz de novo.
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