Um tablet para cada aluno. GDF
elabora projeto para que estudantes da rede pública tenham contraturno digital
com plataforma de ensino a distância para estudo de línguas e outras
disciplinas. Além disso, quer criar os cartões-creche e esporte
*Por Alexandre de Paula
Projeto é discutido nas
secretarias de Educação e Ciência e Tecnologia e deve ser elaborado nos
próximos meses
O Governo do Distrito Federal
(GDF) pretende oferecer aos alunos da rede pública de ensino um contraturno
digital a partir de 2020. A ideia é que, com uma plataforma de ensino a
distância, os estudantes possam fazer cursos de língua estrangeira, exercícios
e lições de cultura como um complemento ao conteúdo oferecido em sala de aula.
O governador Ibaneis Rocha (MDB) quer oferecer um tablet para cada aluno.
O projeto está em discussão nas
secretarias de Educação e de Ciência e Tecnologia, a pedido do governador, e
deve ser elaborado nos próximos meses. A intenção é que seja feito um programa
de testes durante as férias escolares. Com isso, a proposta poderia entrar em
funcionamento no início do ano letivo.
A princípio, alunos do ensino
médio devem ser atendidos pelo projeto. O DF conta, segundo dados do Censo
Escolar de 2018, com 79,7 mil estudantes matriculados nos três períodos. De
acordo com Ibaneis, a proposta pode ampliar horizontes dos jovens para novas
oportunidades. “É uma forma de despertar o interesse dos jovens para o mundo
tecnológico, criar neles a vontade de abrir uma startup, por exemplo, porque
hoje em dia fazer faculdade não é garantia de nada”, disse.
Relatórios serão produzidos pela
Secretaria de Educação com dados que mostrem o período que cada aluno utilizou
o equipamento e quais atividades acessou. Para isso, os tablets serão
monitorados pela pasta. O projeto prevê que o contraturno possa ser uma espécie
de reforço escolar, com revisão de conteúdos trabalhados, além do estudo de
línguas, como inglês, espanhol e francês.
Nos últimos dias, Ibaneis se
reuniu com o secretário de Educação, João Pedro Ferraz, e o subsecretário de
Ciência e Tecnologia, Gustavo Álvares, para tratar do assunto. Também
participam das discussões sobre o projeto representantes da Fundação de Apoio à
Pesquisa do Distrito Federal (FAP), do Parque Tecnológico de Brasília (BioTIC)
e do Banco de Brasília (BRB).
Financiamento: Recentemente, Ibaneis também se reuniu com o presidente do Fundo
Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Rodrigo Sérgio Dias, para pedir
apoio do órgão para financiar o projeto de contraturno digital, além de outras
iniciativas voltadas para a educação do DF. A partir do encontro, ficou definido
que o GDF e o governo federal criarão um grupo de trabalho para discutir a
elaboração de projetos que possam ser financiados com recursos do FNDE.
Uma das ideias de Ibaneis, além do
contraturno, é criar um cartão-creche para que pais possam matricular os alunos
em instituições privadas. O crédito seria de cerca de R$ 800 mensais. Assim, o
GDF poderia suprir a demanda por vagas em creches e, segundo o governador,
economizar.
Também está nos planos a criação
de um cartão-esporte, aos moldes do projeto para compra de material escolar,
para alunos da rede pública. Os pais poderão usar os créditos para pagar
academias, aulas de natação ou outros esportes. Os estudos de viabilidade do
projeto serão feitos pelo BRB.
"É uma
forma de despertar o interesse dos jovens para o mundo
tecnológico, criar neles a vontade de abrir uma startup, por exemplo, porque
hoje em dia fazer faculdade não é garantia de nada" (Ibaneis Rocha, governador)
(*) Alexandre de Paula – Fotos:
Oswaldo Reis/CB/D.A.Press – Blog/Google – Correio Braziliense


