Brasília,
durante dez dias, será a cidade da literatura e da recreação cultural. Cerca de
20 mil pessoas devem passar diariamente pela 35ª Feira do Livro, evento que
conta com suporte institucional do GDF. Entre
as atrações da feira, a contação de histórias atrai bastante o interesse do
público infantil
Imagine
um lugar cercado de livros por todos os lados, um verdadeiro paraíso da
fabulação, onde a fantasia corre solta e a imaginação não tem limite. Esse
lugar existe e está bem ali, na praça entre o Museu Nacional da República e a
Biblioteca Nacional. Ocupando um espaço de 27.500 m², a Feira do Livro de
Brasília (Felib) chega à 35ª edição transformando o Distrito Federal, nos
próximos dez dias, em uma verdadeira cidade do saber e do conhecimento. A
expectativa é que pelo menos 20 mil pessoas passem pelo local diariamente.
É nesse
espaço todo que são esperados mais de 13 mil alunos da rede pública do DF. A
organização do evento informa que haverá 30 ônibus disponíveis, durante a manhã
e a tarde, para conduzir os jovens. E eles já começaram a chegar. É o caso de
Ana Clara F. Melo Souza, de 12 anos, aluna da sétima série do Centro de Ensino
Fundamental (CEF) 09 de Sobradinho 2. É a primeira vez que ela vai a uma feira
literária. Ficou encantada pelo tamanho e pela quantidade de livros, de todos
os tamanhos, cores e assuntos. “Gosto muito de ler, então estou me sentindo no
paraíso”, comemora a jovem.
Colega de
escola de Ana Clara, Vítor Barcelos, de 9 anos, aluno da quinta série, também
nunca tinha indo a um evento dessa envergadura e importância. O deslumbramento
diante das montanhas de livros que o cercavam era grande. “É uma nova
experiência, com certeza”, entusiasma-se. “A gente nem sabe para onde olhar
direito.”
O diretor
da CEF 09, Alexandre Galdino, que também é professor de geografia na
instituição, concorda quando o jovem diz tratar-se de uma nova experiência para
os 32 alunos selecionados para conhecer o espaço. “Hoje em dia tem livraria em
todo lugar, mas não são todas as crianças que têm oportunidade de conhecer um
evento como esse, ter contato com os escritores, livros abarcando temas
variados”, destaca. “Então, quando se oportuniza uma chance como essa, é
incrível, é um mundo bem diferente daquele que elas têm na escola ou em casa.”
Estandes
do GDF: Organizada pelo Instituto Latinoamerica e pela Câmara do Livro do
DF, a Felib – que tem suporte institucional do GDF, por meio das
secretarias de Educação e Cultura e Economia Criativa –, ao longo de três
décadas e meia, promove iniciativas que valorizam a literatura e as artes.
Totalmente formatado nesta edição, o evento literário traz proposta pedagógica,
literária e infantil mais inclusiva e diversificada.
Indo ao
encontro a esse conceito, a Secretaria de Educação anunciou, na última
quarta-feira (4), a liberação de uma verba de R$ 1 milhão para compras de
títulos no espaço. O incentivo, publicado no Diário Oficial do
DF (DODF) no mesmo dia, veio por meio do Programa de
Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF), e tem como objetivo
despertar o interesse dos jovens pela Feira do Livro. Em média, cada unidade de
ensino poderá gastar cerca de R$ 1,4 mil.
“Queremos
cada vez mais leitores e formadores de leitores apaixonados e atuantes, e por
isso convidamos todas e todos os profissionais da educação do Distrito Federal,
estudantes e familiares a frequentar e aproveitar a Cidade do Livro”, afirma o
secretário de Educação do DF, Rafael Parente, que comandará uma série de ações
de um estande reservado à sua pasta. “Essa iniciativa da secretaria é
excelente, porque estimula o conhecimento, incentiva o hábito da leitura numa
sociedade cada vez mais digitalizada”, resume a escritora Fernanda de Oliveira,
curadora de livros infantis da feira e uma das contadoras de histórias do
evento.
Espaço
igualmente exclusivo foi cedido à Secretaria de Cultura e Economia Criativa
(Secec), que apresentará à comunidade uma vasta programação da qual fazem parte
contação de histórias, oficinas literárias, mesas redondas e espaços dedicados
ao cinema. Parcerias com o Instituto Histórico Geográfico do DF (IHGDF),
Arquivo Público do DF e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
(Iphan), vão resgatar não apenas a história da nossa cidade, mas valorizar a
importância, entre jovens e crianças, dos patrimônios culturais da capital.
“O
patrimônio material é uma das prioridades do governo Ibaneis Rocha e do
secretário de Cultura, Adão Cândido”, destaca o subsecretário de Patrimônio
Cultural da Secec, Cristian Brayner. “A defesa da cultura passa pela
valorização de nossos equipamentos culturais”.
Confira
aqui a programação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa na 35ª
edição da Feira do Livro de Brasília. ( http://twixar.me/FDPn )
Confira
aqui o Guia da Secretaria de Educação na Feira do Livro de Brasilia.
( http://twixar.me/WDPn ) , Galeria
de Fotos: ( http://twixar.me/bDPn )
Agência Brasília - Fotos: Acácio Pinheiro/Agência Brasília
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