Conheça
algumas cachoeiras próximas ao DF para se refrescar no calor, Há muitas opções
para quem quer curtir o fim das férias e ainda aproveitar a frente de calor no
Distrito Federal
*Por Luiz Calcagno
Quedas d`água: as joias do DF - A quantidade de
cachoeiras no Distrito Federal é tanta que é possível visitar uma por semana
durante o mês de férias. Antes, no entanto, é preciso checar as condições do
tempo e ficar atento à segurança
A estudante Maria Eduarda Durães e um grupo de amigos costumam visitar
parques durante as férias
Antes de sair de casa, não se esqueça de checar a
previsão do tempo. Principalmente se for para curtir, em segurança, uma das
várias cachoeiras do Distrito Federal (veja Dicas de segurança). Nesse caso,
também é imprescindível um chapéu, protetor solar, água, um lanchinho leve e
toalha. Tororó, Poço Azul, Saia Velha, Chapada Imperial, a capital tem várias
opções para o brasiliense se refrescar no verão. Basta fazer como o grupo da
estudante universitária Maria Eduarda Durães, 18 anos, que, no calor de 31°C e
sob umidade de 15%, pegou um ônibus para passar a tarde na natureza, caminhando
por uma trilha.
O grupo se reuniu no começo da tarde, por volta de
12h50, na casa da jovem, em São Sebastião. Munidos de um som portátil para
ouvir música enquanto caminhavam, os estudantes subiram em um Circular rumo a
Barreiras, setor da região administrativa. Desceram na DF-140 e, sob o sol
quente, seguiram à pé para o Tororó. A recompensa: uma queda cristalina cercada
de pedras e verde para amenizar a temperatura e acalmar o espírito.
“Esse lugar tem uma importância muito grande pra
mim. É um espaço de paz, para me conectar com a natureza e comigo mesma. Já
tiveram épocas em que eu vinha aqui quase todos os dias”, lembra a jovem. Para
Maria Eduarda, o melhor da cachoeira é a mistura de verde, água e céu
azul.
Integrante do grupo, o músico Paulo Castro, 25,
concorda com a amiga. Ele conta que eles têm, como prática, limpar o local
antes de irem embora. “Assim, quem chegar no dia seguinte talvez pense duas
vezes antes de sujar um lugar tão lindo”, acredita.
Também parte do grupo, Rebeca Andrade, 18 anos, e
Pedro Henrique da Costa, 19, gostam de explorar as cachoeiras do DF. “Moro na
Fazenda Velha, em Sobradinho. Lá perto tem uma de que gosto muito, que é mais
desconhecida. Já fui a outras de Goiás também. É maravilhoso. Fugimos do ar
sujo da cidade, da poluição sonora e visual. Muita gente fica com preguiça por
causa das trilhas, mas o destino vale a caminhada”, afirma Rebeca.
Há muitas
opções de trilhas com cachoeiras no Distrito Federal: o Tororó é uma delas
Parada obrigatória 30
A natureza é roteiro tradicional para o casal
Wilhan Marques, 24, e Vanuza Souza, 29. Juntos há nove anos, cachoeiras, lagos
e trilhas ajudam a contar a história dos dois. Sempre que possível, fogem para
longe dos prédios e das rodovias. “A gente ama trilha. E, se tiver água, fica
melhor ainda. Lavamos as impurezas e voltamos pra casa mais leves, renovados.
Se não tiver água, só a caminhada já desestressa”, garante Wilhan.
Vanuza insiste que o brasiliense precisa visitar
mais as cachoeiras da capital. Tanto para valorizá-las, quanto para conhecê-las
e preservá-las. “É muito importante sair da rotina de vez em quando. O DF tem
muitas opções. Brasília não é só a Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três
Poderes.”
Diversidade
Quem está de férias pode visitar até mais de uma
cachoeira por semana. A do Tororó fica na DF-140, a cerca de 31km do centro de
Brasília, depois da Papuda, sentido Unaí, ainda dentro da região de Santa
Maria. O estacionamento é pago e custa R$ 10. A trilha tem cerca de 1,5km e é
íngreme nos momentos finais, mas a vista compensa. Além disso, o poço é raso e
seguro para crianças. Na volta, porém, é importante ficar atento à ponte que
cruza o Ribeirão Santana para voltar à entrada principal sem se perder.
Também em Santa Maria, o Saia Velha conta com
estrutura de clube e cachoeira. Para chegar ao local, a 35km da capital,
seguindo no sentido Valparaíso (GO), basta virar à esquerda no monumento
Solarium, popularmente conhecido como Chifrudo, às margens da BR-040. O valor
da entrada é R$ 25 para crianças de até 12 anos e R$ 35, para os demais.
Outra opção é o tradicional Poço Azul, em
Brazlândia. O local fica a 59,4 km do centro da capital. Visitantes pagam R$ 8
por cabeça. O caminho é de estrada de terra, pela DF-001. A entrada fica
próxima ao trevo de ligação com a DF-002. A propriedade é privada, e o
motorista tem que conduzir com atenção redobrada após a guarita, pois o trecho
final da viagem é bastante esburacado, mas também pode ser feito a pé. O poço,
com cerca de 40 metros de profundidade, fica a cerca de cinco minutos do
estacionamento, em uma descida íngreme. Aqueles dispostos a fazer trilha
encontrarão várias cachoeiras na localidade.
Próximo ao Poço Azul, saindo da DF-001 e pegando à
esquerda na DF-002, o brasiliense tem como alternativa a Chapada Imperial, com
mais de 30 cachoeiras. O valor é o mais salgado. O pacote adulto é R$ 100,
sendo que o local não trabalha com cartão de débito ou de crédito. O pagamento
inclui entrada, almoço, guias, trilha ecológica, educação ambiental, transporte
no retorno das cachoeiras, arvorismo, tirolesa, redários e piscinas
naturais próximas à sede.
Dicas de segurança - Veja o que fazer para aproveitar
com segurança os passeios às cachoeiras do Distrito Federal: » Antes de
sair de casa, confira a previsão do tempo. Nem sempre chove no local de banho,
mas pode haver risco de uma cabeça d’água. » Respeite os avisos nas
trilhas, tenha cuidado redobrado ao caminhar sobre as pedras e evite a borda de
barrancos. » Fique de olho nas nuvens na parte mais alta do rio e preste
atenção à cor e ao nível da água. A dica é procurar pedras que ajudem a medir
se a profundidade do rio está aumentando e, nesse caso, sair imediatamente da
água. » Se a água ficar turva e começar a subir, os banhistas devem
procurar um local elevado, o mais longe da margem possível. » Cânions de
rios são trechos mais arriscados, enquanto áreas próximas à cabeceira são menos
perigosas.
(*) Luiz Calcagno – Fotos: Luiz Calcagno/CB/D.A.Press – Correio Braziliense
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ÁGUA E MEIO AMBIENTE



