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Polícia prende três pessoas suspeitas de grilagem, em Taguatinga

Durante a abordagem, um dos homens tentou dizer aos policiais que tinha a documentação do local, mas os agentes verificaram que ela era falsa

Em ação na manhã desta segunda (22), por volta das 09h30, a Delegacia Especial do Meio Ambiente (DEMA), em parceria com a Secretaria de Ordem Pública e Social (Seops), prendeu três pessoas que vendiam lotes de forma irregular na Colônia Agrícola 26 de Setembro, em Taguatinga.

Flagrantes
Durante a ação, os policias observaram a movimentação dos grileiros. Na Rua 1, os agentes prenderam Adriano Jorge Scott, de 40 anos.  Ele vendia para um casal um lote na Rua 1, Chácara 1. Durante a abordagem, o homem tentou dizer aos policiais que  tinha a documentação do local, mas os agentes verificaram que ela era falsa.

O "assentamento" 26 de Setembro, como define o delegado da Dema, Ivan Dantas, está localizado em uma área de proteção ambiental e influencia diretamente no abastecimento de água do Distrito Federal. "Desde o início do ano, as invasões estão crescendo nesta área, que é de tamponamento do Parque Nacional de Brasília", revelou Dantas.

Em outra chácara, os policiais prenderam Claudiney dos Santos, de 28 anos,  e Fabiano Cleiton da Silva, 31 anos. Apesar de não terem ligação, eles aplicavam o mesmo golpe na região. Os lotes, de 400m² a 700m², eram vendidos pelos criminosos por até R$ 40 mil. Nos celulares apreendidos pela polícia, foram encontrados mapas da região. 

"Temos trabalhado de forma intensa desde o início do ano e descobrimos que eles estavam negociando lotes irregulares. Eles usavam documentos falsos para levar o cliente a pensar que os lotes poderiam ser vendidos", explicou o delegado.

Os suspeitos irão responder por parcelamento irregular do solo e podem pegar pena de 1 a 5 anos de reclusão.

Cartório
Com o número de imóveis irregulares sendo negociados no Distrito Federal, o delegado Ivan Dantas aconselha os interessados a se precaver e verificar os documentos na Justiça. "Antes de comprar um imóvel no Distrito Federal, é importante consultar o Cartório de Registro de Imóveis", sugeriu. "Assim, já pode saber qual a situação do local e adquirir somente mediante escritura pública", completou. 

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília -  Raphael Araújo

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