Deputado
Reginaldo Veras: "Quando falta diálogo, falta respeito"
Com
a saída de Hélio Doyle da chefia da Casa Civil, PDT e Executivo local retomam o
diálogo. O partido reclama de uma participação marginal no governo, mesmo
integrando a base de apoio ao socialista. Rollemberg, por sua vez, reconhece
que o governo se fechou no núcleo central e promete, a partir de agora,
aproximar as relações com o grupo político. A reunião, a portas fechadas,
ocorreu, na manhã de ontem, no Palácio do Buriti. Estavam presentes à audiência
o senador Cristovam Buarque, a presidente da Câmara Legislativa do DF, Celina
Leão, o presidente da legenda, Georges Michel, e os deputados distritais
Reginaldo Veras e Joe Valle.
A aproximação ainda é tratada com
discrição entre os pedetistas. Eles evitam declarar apoio abertamente, mas
querem ter voz ativa nas discussões fundamentais ao governo. “Dissemos ao
governador que somos responsáveis por esse governo que ajudamos a eleger”,
afirmou Cristovam. De acordo com o senador, a cobrança por mais envolvimento do
partido não é condicionada a cargos. “Não queremos indicar ninguém. Queremos
contribuir com propostas criativas”, garantiu.
O incômodo dos pedetistas aumentou no
momento de mudança do primeiro escalão do governo. “Na hora de substituir o
Hélio Doyle, gostaríamos de ter sido ouvidos sobre a indicação (de Sérgio
Sampaio). De todo o secretariado, só conheço três”, reclamou Cristovam. Já o
distrital Reginaldo Veras avalia que a postura que governo vinha mantendo
desvalorizou a legenda. “É uma leitura minha, mas acredito que quando falta
diálogo, falta respeito. O PDT se sentiu alijado”, disse.
Mea culpa
O Executivo faz mea
culpa e reconhece o afastamento em relação ao PDT. De acordo com Rollemberg,
houve equívocos no tratamento. “Entendemos
que as colocações do PDT são corretas. O governo se fechou no núcleo central”,
afirmou o governador. Rollemberg elogiou o apoio dos trabalhistas e confirma a
maior participação a partir de agora. “Somos muito agradecidos pelo apoio. O
partido vai participar das reuniões de avaliação que fazemos quinzenalmente”,
afirma. Em relação à crítica do senador Cristovam de não conhecer os
secretários, Rollemberg rebate. “Nosso secretariado são pessoas que moram na
cidade, são conhecidas. Acredito que, aumentando a interação de governo e
partido, a questão se resolva”, disse.
Ausência na reunião,
o senador Reguffe opta pela posição de independência também em relação à
consulta de perfis de indicados. “O governante deve ter liberdade de escolher
quem considerar mais capacitado”, defendeu.
Fonte: Maryna Lacerda – Correio Braziliense
