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À QUEIMA-ROUPA: Rogério Rosso, Deputado federal e presidente do PSD-DF

Acha que a presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão, foi desleal ao declarar independência do governo Rollemberg apenas cinco meses depois da posse?
Quem conhece a Celina sabe que ela é séria e combativa e foi uma das pessoas que mais pediram votos para o Rodrigo e para toda a coligação nas eleições. Ela manifestou sua posição pessoal, como parlamentar, discordando com a forma com que o governo está trabalhando. A Celina sabe que, acima de tudo, estão os interesses da população.

Concorda com as críticas de Celina, de que o governo precisa avançar?
É nítido o esforço pessoal do Rodrigo e da equipe em querer acertar. Porém, teoria e prática precisam andar juntas. A gravíssima situação financeira do governo não pode ser justificativa permanente para a não resolução das questões essenciais da cidade. O excesso de centralização e a reduzida autonomia administrativo-financeira das cidades agravam esse cenário. 

O que falta para uma boa gestão?
Gestores que saiam de seus gabinetes e tenham contato com o mundo real, com a população, com as cidades. Ter a coragem de enfrentar paradigmas e resistências na implantação de novos e necessários modelos de gestão.

O PSD se sente contemplado no governo?
Gostaríamos de poder conversar mais com o Rodrigo, de trocar ideias, impressões, experiências, de sugerir mais ações e projetos, mas imagino que o dia a dia do Rodrigo não tem permitido. Mas o tempo passa. O Renato Santana tem feito um trabalho incrível nas ruas, resolvendo e atendendo a população na ponta. O Arthur está tendo a coragem de alterar e corrigir procedimentos na Secretaria e já apresentou ao governador uma ampla e nova proposta para o desenvolvimento do DF e para o Entorno.

O PSD também vai declarar posição de independência se a  falta de diálogo persistir?
O PSD está ligado diretamente ao governo, pois elegemos o vice, Renato Santana, que é secretário-geral do Partido aqui no DF. Gostaríamos de ajudar mais, opinar e participar das decisões estratégicas. 

E isso significa que a sua posição como parlamentar também está ligada ao governo?
Como parlamentar, minha ação tem sido focada na liderança do partido na Câmara e na apresentação de propostas que ajudem na melhoria da qualidade de vida de toda a região.


Por: Ana Maria Campos – Coluna “Eixo Capital” – Correio Braziliense.

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