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À QUEIMA-ROUPA: Rodrigo Rollemberg, Governador do DF

O que prevê o decreto que regulamenta a participação da iniciativa privada na gestão de bens públicos?
O decreto cria um novo modelo de desenvolvimento para Brasília, em que vamos priorizar parcerias entre o setor público e a iniciativa privada, de forma que haja investimentos para melhorar os serviços a serem oferecidos à população. Vamos avaliar os projetos que serão apresentados e considerar se há vantagem em promover a parceria ou a concessão.

Qualquer projeto de interesse da iniciativa privada será levado em conta?
Se o empresário quiser propor uma parceria, por exemplo, para o Projeto Orla, deve procurar a Secretaria de Turismo e apresentar o projeto. A ideia será encaminhada a um Conselho Gestor que deverá considerar todos os pontos envolvidos. Não há despesa pública. O projeto é custeado pela iniciativa privada. Se o governo concordar com a viabilidade da proposta, abrirá uma licitação. Se uma outra empresa ou consórcio de empresas ganhar a licitação, parte do projeto original apresentado como ideia base será ressarcido.

Na sua opinião, que áreas despertarão maior interesse do empresariado?
Um dos projetos que deve despertar grande interesse é o antigo Interbairros, que estamos chamando provisoriamente de Transbrasilia. O custo da obra, que vai melhorar a mobilidade urbana, pode ser ressarcido por meio de troca com a valorização de unidades imobiliárias, ao longo do trajeto. A iniciativa privada também pode apostar em parques e áreas de lazer na região. 

Acha que haverá interesse em estacionamentos na área central de Brasília?
É uma das possibilidades a serem estudadas. Claro que tudo será discutido com o Iphan e com a sociedade, para avaliarmos a viabilidade e o custo-benefício. 

Qual é a diferença entre esse projeto e a privatização de bens públicos?
Na privatização, vende-se um bem público para o particular. O Estado se defaz desse bem. A PPP passa a gestão do equipamento, sob certas condições, para a gestão da iniciativa privada ou permite um investimento em infraestrutura, que não seria realizado por falta de recursos, dando uma contrapartida, como pagamento com terrenos.

Haverá algum tipo de privatização?
Em hipotese alguma. No Parque da Cidade, por exemplo, não admitiremos cobrança de ingressos para entrada dos frequentadores. Queremos investimentos em parques, como o Burle Marx.

Fonte: Ana Maria Campos - "Coluna Eixo Capital" - Correio Braziliense

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