Como é ser
homônimo do cantor que passou por tragédia nesta semana?
Foi
estranho, porque algumas pessoas me ligaram para saber se eu estava bem. Depois
fiquei bem triste com o que aconteceu.
Pelo cargo de deputado distrital, você é conhecido em todo o
DF. Alguém se confundiu com a notícia?
Muitos
políticos me ligaram. Até estranhei, porque não sabia, logo de manhã cedo. O
(Rogério) Rosso me ligou perguntando se estava tudo bem. O deputado Michel
também. Queriam saber se era comigo.
Você é fã do seu xará?
Sou fã.
Gosto muito. Fui a shows. Ele começou com Bará Berê. Ele era um cara jovem que
estava crescendo profissionalmente. Gostava dele até pelo nome (risos). Eu
mesmo brincava. “Aqui é o Cristiano Araújo. O deputado. Não o cantor”.
Falando de política, você estava na famosa reunião dos
grampos?
Estava,
mas não falei nada.
Acha grave que as conversas tenham sido gravadas e divulgadas?
Acho
gravíssimo. Partimos do pressuposto de que no gabinete do governador estamos
num ambiente de segurança para tratar dos assuntos da cidade. Arapongagem é um
absurdo. A gente não sabe quem fez, quem mandou fazer, mas acredito que seja do
Executivo.
Com que intuito?
De
fragilizar os deputados. Já existia uma relação difícil entre os poderes e
agora foi totalmente abalada. Confiança é a base de toda relação, e foi
atingida.
O governo terá um segundo semestre difícil na Câmara?
A
situação de Brasília é muito complicada. Seria difícil para qualquer
governador. Quanto aos projetos de aumento de arrecadação, sou contra qualquer
tipo de aumento de imposto.
Qual é a sua posição em relação ao governo?
Estou na
base de governo, participo do governo, com a indicação do administrador do
Riacho Fundo 1, mas tenho feito as minhas críticas do que considero
errado.
Fonte: Ana Maria Campos - Coluna "Eixo Capital" - Correio Braziliense

