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CPI do Transporte Público do DF: "Cargos devem sair amanhã"

Os blocos já indicaram todos os nomes para a CPI do Transporte Público do DF. A briga agora é para as indicações de presidente, vice e relator da comissão. Pelo menos dois deputados distritais brigam pela responsabilidade de escrever o relatório final

Com todos os integrantes da CPI do Transporte Público do DF definidos, as atenções se voltam para as negociações de indicação do presidente e do relator da Comissão Parlamentar de Inquérito — que deve ocorrer amanhã. O nome de Renato Andrade (PR) para a presidência é dado como certo. Já na relatoria, a disputa promete ser intensa. Raimundo Ribeiro (PSDB) nunca escondeu a vontade de assumir o posto. O PMDB, entretanto, que comandava a área de transporte no último governo e pode ser atingido diretamente pelas apurações, também quer o cargo, responsável por escrever o relatório final das investigações. 

Mais uma frente governista para desgastar a gestão passada, a comissão aberta a fim de verificar a licitação de 2012 que renovou os ônibus do DF deve movimentar a Câmara Legislativa do DF e ser alvo de muitos movimentos políticos. No PMDB, por exemplo, o assunto já deu o que falar. Inicialmente, Robério Negreiros (PMDB) foi cotado para ser o indicado do bloco partidário a que pertence. Mas como o distrital está em pé de guerra dentro da sigla com Tadeu Fillipelli (PMDB), o ex-vice-governador trabalhou para afastá-lo da CPI, a fim de ter alguém de confiança participando das investigações. E conseguiu o que queria. O representante do bloco foi confirmado ontem e será Rafael Prudente (PMDB), filho do ex-presidente da Câmara Leonardo Prudente, cassado à época da Caixa de Pandora. 

O líder do bloco, Wellington Luiz (PMDB), garante que a postura da sigla será de “isenção e busca pela verdade”. Por isso, segundo ele, os deputados da legenda foram a favor da CPI desde o início. “Eu tenho duas opiniões a respeito: a comissão não pode virar palanque político e precisa trazer um resultado efetivo, para não ficarmos desmoralizados. Já que iniciamos, temos que ter a consciência de que a comissão tem que dar algum resultado, fazer um diagnóstico do sistema no DF e identificar eventuais irregularidades”, acredita. 

Briga pela relatoria
Hoje é o último dia para os blocos escolherem os representantes na CPI. Passada essa etapa, os parlamentares têm mais cinco dias para eleger o vice-presidente e o presidente da comissão, que indica o relator. Os distritais, no entanto, devem adiantar o calendário e definir os cargos de cada um já na quinta-feira. Ricardo Vale (PT) e Sandra Faraj (SD), provavelmente, não vão exigir nenhum posto. Renato é cotado para a presidência, e Raimundo Ribeiro (PSDB) e Rafael Prudente (PMDB) brigam pela relatoria.

Idealizada pela presidente da Câmara, Celina Leão (PDT), a CPI irá investigar como se deu o certame de 2012 para a renovação de frota dos coletivos públicos no DF. O fato de duas empresas que pertencem ao mesmo grupo econômico terem vencido a concorrência para bacias diferentes é uma das suspeitas levantadas. Outra é a atuação do advogado Sacha Reck. Ele ajudou ambas as empresas que venceram a mesma licitação e, além disso, prestou consultoria para a Secretaria de Transporte na mesma época.

“Tenho duas opiniões a respeito: a comissão não pode virar palanque político e tem que trazer um resultado efetivo, para não ficamos desmoralizados"
(Wellington Luiz, 
líder do bloco PMDB, PTB e PP)



Fonte: Matheus Teixeira – Correio Braziliense  

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