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#DF: EXECUTIVO » Transparência a passos lentos

Djacyr Arruda, da Controladoria-Geral: tradução de dados do Siggo

Enquanto não lança o sistema de divulgação de informações públicas prometido em campanha por Rollemberg, conselho vai re reunir para definir regimento interno e começar a trabalhar. Liberação completa do Siggo ainda não está prevista

O Conselho de Transparência e Controle Social, nomeado pelo governador Rodrigo Rollemberg em março, ainda não começou a funcionar. Os integrantes do colegiado vão se reunir hoje à tarde para definir o regimento interno do conselho e, depois da aprovação do documento, os 17 representantes da sociedade civil poderão dar início aos trabalhos. Uma das funções do conselho será cobrar do governo mais clareza e transparência na divulgação de informações de interesse público, como gastos, arrecadação, repasse de recursos a empresas e remuneração de servidores. 

A presidente do conselho, Jovita Rosa, do Instituto de Fiscalização e Controle, afirma que o objetivo do grupo é ampliar a mobilização dos cidadãos. “Com a criação do regimento interno, vamos estabelecer o nosso planejamento e debater como serão conduzidas as nossas ações. Não pretendemos ocupar o espaço dos órgãos de controle; o que queremos é que a sociedade participe de forma mais ativa, mais focada. Nossa meta é mobilizar os cidadãos para cobrar medidas do governo”, explica Jovita. 

Apesar de não haver previsão para abertura completa do Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo) à população, como Rollemberg prometeu durante a campanha, o governo pretende ampliar as informações disponíveis aos brasilienses a partir do mês que vem, com a reformulação do Portal da Transparência e a criação de um aplicativo para celular e tablet. 

O controlador-geral do Distrito Federal, Djacyr Arruda Filho, explica que a liberação da senha do Siggo não traria benefícios práticos à população, já que o sistema é muito técnico e de difícil compreensão. “É um sistema desenvolvido para auditores e para quem tem familiaridade com a área orçamentária. Não adianta dar acesso ao Siggo se as informações não forem compreensíveis e acessíveis, isso não representaria uma ampliação da transparência”, justifica Djacyr.

Acessibilidade
No novo sistema — que será lançado até junho —, os cidadãos poderão acessar informações sobre gastos de determinada região administrativa, por exemplo, e detalhar os pagamentos até a liberação da ordem bancária. A maioria das informações, entretanto, já estava disponível no Portal da Transparência do GDF. “Nosso objetivo foi deixar esses dados mais compreensíveis, traduzi-los para o cidadão. Começamos com informações sobre despesas e remuneração dos servidores, que são os temas mais acessados no Portal da Transparência. Depois, vamos incluir detalhes como escalas de médicos, listas do programa Morar Bem, e dados de licitações da Terracap”, comenta Djacyr.

O novo aplicativo trará uma novidade que deve enfrentar críticas entre servidores, especialmente com os sindicatos. O sistema vai categorizar os servidores por classe, de acordo com a remuneração. A separação será feita com base em critérios estabelecidos pelo IBGE. Ao acessar os dados da Secretaria de Saúde, por exemplo, o internauta poderá saber quantos funcionários da pasta são da classe A, B, C ou D.



Fonte: Helena Mader – Correio Braziliense  

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