Governador do DF, Rodrigo Rollemberg, durante divulgação de balanço dos 120 dias de governo (Foto: Luciana Amaral/G1)
Ele repetiu discurso adotado
desde o primeiro dia à frente do Buriti. Governador
diz ser 'muito difícil' recuperar finanças até o fim do ano.
Em balanço dos 120 dias à frente do
governo do Distrito Federal, completados nesta quinta-feira (30), Rodrigo
Rollemberg voltou a citar a situação financeira deixada pela gestão anterior,
exaltou o plano de redução de gastos em administrações e secretarias e disse
que "o pior já passou". O chefe do Executivo tem feito críticas ao
quadro econômico desde o primeiro dia de gestão.
Ele repetiu discurso adotado
desde o primeiro dia à frente do Buriti. Governador
diz ser 'muito difícil' recuperar finanças até o fim do ano.
Em balanço dos 120 dias à frente do
governo do Distrito Federal, completados nesta quinta-feira (30), Rodrigo
Rollemberg voltou a citar a situação financeira deixada pela gestão anterior,
exaltou o plano de redução de gastos em administrações e secretarias e disse
que "o pior já passou". O chefe do Executivo tem feito críticas ao
quadro econômico desde o primeiro dia de gestão.
"Sou
otimista. Acho que o pior já passou, o que não quer dizer que [não] vamos
enfrentar muitas dificuldades", disse Rollemberg.
Segundo o governador, o quadro encontrado impediu o GDF de adotar medidas como a contratação de mais servidores.
Segundo o governador, o quadro encontrado impediu o GDF de adotar medidas como a contratação de mais servidores.
"Herdamos
uma dívida enorme de despesas. A Lei de Responsabilidade Fiscal foi descumprida
pelo governador anterior, o que criou inúmeras dificuldades para a gente, como
a impossibilidade de conceder aumentos e contratar mais gente por meio de
concurso."
Em entrevista ao G1, Agnelo Queiroz negou que tenha deixado
dívidas. Ele criticou medidas adotadas pelo atual chefe do Executivo, como o
parcelamento do salário dos servidores, e disse que Rollemberg apresentou
"falso rombo nas contas públicas" para justificar aumento de
impostos. Segundo o ex-governador, a atual gestão está adotando uma tática
"nazista de repetir uma mentira várias vezes para transformar em
verdade".
Mesmo com críticas ao governo de Agnelo e foco nas dívidas herdadas,
Rollemberg disse que os projetos estão saindo do papel e não quer ficar olhando
para trás. "A gente não quer ficar remetendo ao passado. Só que temos de
esclarecer a situação em que a gente está."
"O que mais me angustia são os problemas na área da
saúde, são estruturais. Pegamos uma terra arrasada, totalmente desabastecida.
Isso não se resolve rápido, mas vamos avançando a cada dia"
Rodrigo Rollemberg, governador do Distrito Federal
Rollemberg também citou a desaceleração da economia nacional como um
fator negativo para a capital federal. "A economia brasileira vive um
momento de muita dificuldade. Claro que isso tem impacto no DF, ainda mais que
recebemos dinheiro do Fundo Constitucional, mas estamos fazendo tudo ao nosso
alcance. Eles só não são maiores do que o nosso compromisso com Brasília de
entregarmos uma cidade muito melhor do que recebemos."
Ele afirmou que as dificuldades para gerenciar a saúde são as que mais o incomodam. "O que mais me angustia são os problemas na área da saúde, são estruturais. Pegamos uma terra arrasada, totalmente desabastecida. Isso não se resolve rápido, mas vamos avançando a cada dia."
Na prestação de contas, o governador disse que quando assumiu tinha R$ 1,5 bilhão em despesas com fornecedores não pagas, referentes a 2014, R$ 924 milhões para quitar da folha de pagamento de dezembro, R$ 364,5 milhões devidos a servidores da saúde e da educação e apenas R$ 64 mil em caixa.
Ele afirmou que as dificuldades para gerenciar a saúde são as que mais o incomodam. "O que mais me angustia são os problemas na área da saúde, são estruturais. Pegamos uma terra arrasada, totalmente desabastecida. Isso não se resolve rápido, mas vamos avançando a cada dia."
Na prestação de contas, o governador disse que quando assumiu tinha R$ 1,5 bilhão em despesas com fornecedores não pagas, referentes a 2014, R$ 924 milhões para quitar da folha de pagamento de dezembro, R$ 364,5 milhões devidos a servidores da saúde e da educação e apenas R$ 64 mil em caixa.
O déficit no orçamento com a folha de pagamentos é estimada em R$
3,2 bilhões. Segundo o governador, faltam R$ 93 milhões para pagar o
bolsa-família, R$ 214 milhões para a limpeza pública, R$ 97 milhões para
alimentação hospitalar e R$ 50 milhões para UTIs em hospitais.
É uma batalha diária, a gente compreende a aflição
da população e reconhece que os serviços públicos de saúde são de má
qualidade"
Rodrigo Rollemberg, governador do Distrito Federal
Questionado sobre quando essas dívidas devem chegar a um patamar
aceitável, Rollemberg afirmou que "é muito difícil ter uma recuperação
total até o final do ano".
Em relação à saúde, ele falou que "vai levar ainda algum
tempo" para a população sentir melhoras significativas. "É uma
batalha diária, a gente compreende a aflição da população e reconhece que os
serviços públicos de saúde são de má qualidade, mas a gente está trabalhando
para melhorar a cada dia."
O governador disse que as escolas ainda precisam de reformas
estruturais, mas que estão funcionando bem. Segundo ele, as obras estão
programadas para o recesso de julho. "Estamos em dia com todos os recursos
do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira, que eram as nossas
obrigações desse primeiro quadrimestre, abrimos 11 novas creches, contratamos
mais de 5 mil professores temporários. Ao longo dos quatro anos, vamos melhorar
muito o ensino do Distrito Federal."
Luciana Amaral
Do G1 DF

