Confira
as explicações da direção do metrô para o incidente da última quinta (22),
quando alguns vagões que vinham de Arniqueiras pegaram fogo:
Levantamento técnico indica que
os problemas verificados em três trens do Metrô-DF nessa quinta-feira (22)
ocorreram em virtude de falhas elétricas e mecânicas e não por problemas de
energia da Companhia Energética de Brasília (CEB) ou das fortes chuvas. Nesta
sexta-feira (23), o sistema funciona normalmente e não há registro de
transtornos aos usuários.
O primeiro trem apresentou
falha no cabeamento elétrico do motor, às 18h04, perdendo a tração entre a
Estação Claras e Arniqueiras, em virtude de equipamentos obsoletos e falta de
investimentos adequados em manutenção. A composição é da série 1000, adquirida
em 1994, e está na fila para troca de peças. Às 18h39 o sistema foi
normalizado, e o trem retirado de circulação.
Mas houve atraso de 30 minutos na
saída de outras composições.
O segundo problema foi
constatado em um trem, também da série 1000, que chegava na Estação Claras, às
19h40. Houve um curto circuito do motor, com três explosões provocadas pelo
acionamento de um dispositivo de segurança utilizado para cortar a corrente
elétrica em caso de elevações bruscas de energia quando ocorre algum problema
no trem. O arco elétrico é controlado e, normalmente, não precisa de
interferência do Corpo de Bombeiros.
Os usuários entraram em pânico,
saíram dos três quebrando janelas e empurrando portas de segurança, e ocuparam
os trilhos. O Metrô-DF precisou desenergizar os trilhos para evitar riscos de
choque elétrico. A operação só se normalizou às 22h20, nos dois sentidos,
quando o último pedestre foi retirado pela equipe de segurança do Metrô-DF e
pelo Corpo de Bombeiros do DF. Os trens foram recolhidos e passam por revisão.
O terceiro trem a apresentar
problemas seguia logo atrás. Ele serviria para remover o segundo que estava
parado, mas também não funcionou. Essa falha provocou uma reação em cadeia.
As fortes chuvas que caíram no
final da tarde desta quinta-feira provocaram o alagamento de duas estações –
Concessionárias e Praça do Relógio -, sendo que a última teve que ser fechada
por cerca de uma hora para garantir a segurança do usuário.
A diretoria do Metrô reuniu-se
nesta sexta-feira para discutir providências a serem tomadas e evitar novos
transtornos à população. Entre as medidas:
1) Criação de um núcleo de
antecipação de crise dentro da estrutura do Comitê de Prevenção Permanente de
Segurança (Copese);
2) Intensificar a manutenção
dos trens, que são muito antigos. A frota começou a ser adquirida em 1994, com
tecnologia da década de 80, e precisam de revisão com mais freqüência.
3) Modernização do sistema: está
prevista a licitação para compra de 10 novos trens no primeiro semestre de
2015, ampliação das estações e reformulação das rotinas de atendimento ao
usuário.
Com informações da Assessoria de
Imprensa do Metrô-DF

