Júlio Gregório Secretário
de Educação do DF
Como está a situação da rede de ensino?
Complicadíssima. Precisamos equacionar várias questões. Por exemplo, não temos um centavo em caixa para o Programa Cartão Material Escolar. Cada aluno contemplado pelo Bolsa Família tem direito a R$ 242 para ajudar na compra nos materiais. Dá cerca de R$ 30 milhões no total.
Qual seria a solução?
Veremos a possibilidade do GDF comprar a preços baixos e distribuir os materiais ou verificar quanto poderemos repassar a cada família.
O que já foi feito desde que o senhor assumiu a pasta?
Fizemos um diagnóstico sobre o quadro geral, desde a estrutura física até a necessidade de professores e servidores. A surpresa foi desagradável. Está pior do que pensávamos. Precisamos deixar as escolas em condições de receber alunos, contratar professores e servidores, pagar prestadores de serviços e terceirizados. Outro problema grave é a falta de vagas. O problema ocorre em regiões como Planaltina e Ceilândia, por conta do Sol Nascente e Pôr do Sol. Somente no Paranoá e no Itapoã, por exemplo, temos carência de 2 mil vagas. Vamos precisar alugar um prédio.
O que pode ser feito?
Se não conseguirmos colocar os alunos em escolas perto de casa, mandaremos para outras regiões. Nesse caso, vamos mandá-las em transporte escolar. Daremos um jeito.
Quais são as próximas ações?
Vamos começar, a partir de segunda, uma força-tarefa para recuperar a estrutura física das escolas. Isso vai ser possível graças a um acordo com prestadoras de serviços que, mesmo com repasses em atraso, vão colaborar. SLU e Novacap também ajudarão.
A ameaça de greve preocupa?
Sim. Mas o GDF está fazendo tudo o que é possível para afastar o risco. O governo propôs parcelamento dos atrasados e escalonamento dos salários dentro do mês. Não gostaríamos de fazer isso, mas é necessário. Contamos com o bom senso de todos.
Era mesmo necessário o adiamento do início das aulas para 23 de fevereiro?
Fica mais claro que é extremamente necessário. Não teríamos condição de iniciar as atividades em 9 de fevereiro.
Como é iniciar o trabalho em situação tão delicada em uma área definida como prioritária pelo governador?
É angustiante. Eu preferia ter encontrado a rede em melhores condições, mas isso não ocorreu. Precisamos ter serenidade para encaminhar as soluções o mais rápido possível.
Como está a situação da rede de ensino?
Complicadíssima. Precisamos equacionar várias questões. Por exemplo, não temos um centavo em caixa para o Programa Cartão Material Escolar. Cada aluno contemplado pelo Bolsa Família tem direito a R$ 242 para ajudar na compra nos materiais. Dá cerca de R$ 30 milhões no total.
Qual seria a solução?
Veremos a possibilidade do GDF comprar a preços baixos e distribuir os materiais ou verificar quanto poderemos repassar a cada família.
O que já foi feito desde que o senhor assumiu a pasta?
Fizemos um diagnóstico sobre o quadro geral, desde a estrutura física até a necessidade de professores e servidores. A surpresa foi desagradável. Está pior do que pensávamos. Precisamos deixar as escolas em condições de receber alunos, contratar professores e servidores, pagar prestadores de serviços e terceirizados. Outro problema grave é a falta de vagas. O problema ocorre em regiões como Planaltina e Ceilândia, por conta do Sol Nascente e Pôr do Sol. Somente no Paranoá e no Itapoã, por exemplo, temos carência de 2 mil vagas. Vamos precisar alugar um prédio.
O que pode ser feito?
Se não conseguirmos colocar os alunos em escolas perto de casa, mandaremos para outras regiões. Nesse caso, vamos mandá-las em transporte escolar. Daremos um jeito.
Quais são as próximas ações?
Vamos começar, a partir de segunda, uma força-tarefa para recuperar a estrutura física das escolas. Isso vai ser possível graças a um acordo com prestadoras de serviços que, mesmo com repasses em atraso, vão colaborar. SLU e Novacap também ajudarão.
A ameaça de greve preocupa?
Sim. Mas o GDF está fazendo tudo o que é possível para afastar o risco. O governo propôs parcelamento dos atrasados e escalonamento dos salários dentro do mês. Não gostaríamos de fazer isso, mas é necessário. Contamos com o bom senso de todos.
Era mesmo necessário o adiamento do início das aulas para 23 de fevereiro?
Fica mais claro que é extremamente necessário. Não teríamos condição de iniciar as atividades em 9 de fevereiro.
Como é iniciar o trabalho em situação tão delicada em uma área definida como prioritária pelo governador?
É angustiante. Eu preferia ter encontrado a rede em melhores condições, mas isso não ocorreu. Precisamos ter serenidade para encaminhar as soluções o mais rápido possível.
Fonte: Coluna "Eixo Capital" Correio Braziliense
