As greves e as crises na saúde e no transporte são a ponta de lança dos problemas dos serviços públicos que deixam para a população o gosto amargo da desassistência. São promessas e planos de mudança não concretizados e transformados em lama e lixo pelas cidades do Distrito Federal. Pelas ruas, há a sensação de um território sem qualquer melhora, como os moradores acreditaram que seria possível neste ciclo político que se encerra.
É o caso da vendedora Luciana Aparecida Faria de Souza, 32 anos, decepcionada ao ver que o período de chuvas chegou e os buracos da Avenida Central do Sol Nascente permanecem lá. “Eu me sinto chateada. A gente ouve que vai melhorar o transporte e não vai mais ter lixo espalhado na rua. Mas tudo continua como antes”, reclama a vendedora. Ela conta que chegou a gravar uma entrevista para um programa institucional, no qual mostrava a esperança no futuro da cidade. “Eu disse que, com a reforma da pista central, com a troca do asfalto, a nossa vida ia ficar mais fácil. O prazo prometido era junho deste ano. Acreditei que tudo ficaria pronto naquela época”, lamenta.
Esquecimento
A falta de urbanização no Sol Nascente incomoda o comerciante Ivan Gonçalves, 55 anos. “Eles (os candidatos) vêm aqui para pedir votos, mas não cumprem o que nos prometem. Moro aqui há 11 anos e vejo a falta de higienização nas ruas desde então. O esgoto ainda corre a céu aberto, mas já nos prometeram uma rede de saneamento”, pontua. Para ele, o esquecimento se agrava no fim dos governos. “Se já não lembram da gente logo depois que ganham, não é agora que vão colocar as máquinas para trabalhar por aqui”, afirma.
80 mil
Quantidade de habitantes dos condomínios Pôr do Sol e Sol Nascente, ambos em Ceilândia
É o caso da vendedora Luciana Aparecida Faria de Souza, 32 anos, decepcionada ao ver que o período de chuvas chegou e os buracos da Avenida Central do Sol Nascente permanecem lá. “Eu me sinto chateada. A gente ouve que vai melhorar o transporte e não vai mais ter lixo espalhado na rua. Mas tudo continua como antes”, reclama a vendedora. Ela conta que chegou a gravar uma entrevista para um programa institucional, no qual mostrava a esperança no futuro da cidade. “Eu disse que, com a reforma da pista central, com a troca do asfalto, a nossa vida ia ficar mais fácil. O prazo prometido era junho deste ano. Acreditei que tudo ficaria pronto naquela época”, lamenta.
Esquecimento
A falta de urbanização no Sol Nascente incomoda o comerciante Ivan Gonçalves, 55 anos. “Eles (os candidatos) vêm aqui para pedir votos, mas não cumprem o que nos prometem. Moro aqui há 11 anos e vejo a falta de higienização nas ruas desde então. O esgoto ainda corre a céu aberto, mas já nos prometeram uma rede de saneamento”, pontua. Para ele, o esquecimento se agrava no fim dos governos. “Se já não lembram da gente logo depois que ganham, não é agora que vão colocar as máquinas para trabalhar por aqui”, afirma.
80 mil
Quantidade de habitantes dos condomínios Pôr do Sol e Sol Nascente, ambos em Ceilândia

