A prioridade é
gerar empregos
*Por Ibaneis Rocha
A falta de emprego é o maior drama
social de uma comunidade. Desse problema, derivam-se quase todos os outros.
Quando as pessoas estão bem colocadas no mercado de trabalho, é menor a pressão
sobre qualquer governo por ações sociais urgentes, como saúde ou assistência.
As famílias passam a ser autônomas, altivas, de maneira a exercer mais a
cidadania e a depender menos do Estado.
Mas o que vivemos no Brasil é o
contrário. Altas taxas de desemprego, um poder público semifalido e governantes
pressionados a atender enormes demandas sociais a despeito da falta de recursos
em caixa. É uma conta que não fecha. É uma população que sofre.
As políticas macroeconômicas para
a geração de emprego são tarefa do governo federal. Reformas estruturais da
economia têm ocorrido e contam com nosso apoio. Mas seria irresponsabilidade
dos governadores ficar de braços cruzados esperando soluções de cima para
baixo. É preciso agir urgentemente com as ferramentas que temos. É o que
fazemos no Distrito Federal.
Aqui são mais de 300 mil pessoas
procurando emprego neste momento, segundo o IBGE, 14,1% da força de trabalho (a
taxa do Brasil é de 12,7%). Se somarmos a esse grupo as pessoas consideradas
subocupadas, trabalhando bem menos do que podem, o número no DF chega a 314
mil. Para se ter uma ideia da dimensão da fatalidade, na idade entre 18 e 24
anos, a proporção de desempregados chega a 35%. É muita gente. São muitas
famílias angustiadas.
Por seu lado, mesmo em locais como
o Distrito Federal, uma região teoricamente administrativa, o que gera emprego
de fato é o investimento privado. É o empreendedor que se arrisca ao abrir um
negócio para disputar mercado oferecendo um bom produto. É ele que precisa ser
estimulado. É o que estamos fazendo agora.
Para essas pessoas que querem
investir, implantamos o programa Emprega DF, oferecendo incentivos fiscais a
quem gera empregos. Ofertamos redução de 40% a 67% no valor do ICMS a
comerciantes e industriais de todos os segmentos que comprovarem a viabilidade
do negócio e a criação de vagas.
O principal critério para definir
o tamanho dos benefícios é a quantidade de empregos que o empresário vai gerar
a partir de uma pontuação predefinida. De acordo com a engenhosa portaria que
publicamos este mês, assinada pelos secretários do Desenvolvimento Econômico,
Ruy Coutinho, e da Fazenda, André Clemente, caso alguém ofereça cinco vagas,
ganhará 15 pontos. De cinco a 10 vagas, 25 pontos. Acima de 10 a 20 vagas, 35
pontos. De 21 a 100 empregos, 30 pontos. Acima de 100 empregos, 50 pontos.
Também serão consideradas na
pontuação questões como produção local, treinamento de mão de obra, políticas
educacionais, culturais, esportivas e a preocupação ambiental. Ainda levaremos
em conta fatores como projetos tecnologicamente avançados, o montante de
recolhimento de impostos, abertura do negócio em áreas em que há mais mão de
obra disponível, revitalização do local, uso de serviços ou matéria-prima de
produtores do DF, maior qualificação da mão de obra, entre outros parâmetros
que sempre levam em conta o aumento da qualidade de vida da população.
Para obter o desconto máximo no
ICMS, são necessários 140 pontos, somando-se todos os critérios. A inspiração
para o que estamos introduzindo vem de Mato Grosso do Sul, um dos estados que
hoje mais se desenvolvem no Brasil. Mas, para aderir ao programa, o que vale
mesmo é a coragem dos empreendedores em lutar por um futuro melhor, incluindo
no sonho toda a população do nosso Distrito Federal. Com o Emprega DF, estamos
de braços abertos para receber as propostas. Oferecemos também, em troca, o
mercado com a maior renda per capita e o mais elevado Índice de Desenvolvimento
Humano do Brasil. Vai valer a pena.
(*) Ibaneis Rocha - Governador
do Distrito Federal – Foto/Ilustração: Blog - Google
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Desenvolvi qdo era assessor do dep Joe Valle a proposta de criacao de um polo de chocolates na regiao norte .A ideia eh atrair a industria para aquela area formando um centro de negocios em chocolateria na regiao.No final do mandato do Joe Valle elaborei,como assessor, um projeto de lei de diretrizes criando o polo que tbm foi assinado pelo deputado Claudio Abrantes para ajudar na tramitacao na CLDF . Ja enviei o PL para a Secretaria de Projetos Especiais e protocolei diretamente no gabinete do governador. O PL fornece as bases de um Plano de Desenvolvimento Local para a area norte ( Sob I,II e regioes adjacentes). Alias, o governador podia encarregar aos administradores a incubencia a cada 1 deles de gerar um Plano de Desenvolvimento local para sua RA e assim organizar sistematicamente um Plano Estategico e Integradp de Desenvolvimento para o DF .Mas os caras governam no varejo, no pontual.A percepcao da sociedade eh que as coisas nao andam Conceder entrevistas identificando o problema eh facil. Os governantes precisam apresentar solucoes. E elas podem vir do publico,se houver dialogo. O publico esta desesperado por solucoes, ja que nao suporta mais a falta de iniciativa publica para gerar emprego, trabalho, renda e politicas publicas que tornem o cotidiano melhor e mais esperancoso. Ate agora o que Ibaneis fez foi fulanizar os problemas pq simplesmente nao tem projeto estrategico que solucione nossos problemas. A saude publica nao vai bem? A culpa eh do diretor do hospital ou da UPA A solucao ? Demiti lo ..O publico ja percebeu a malandragem!!!
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