Após 3
anos preso, Gim Argello é solto por força do indulto de Temer. O ex-senador
pretende retornar a Brasília nos próximos dias. Ele ficou detido em Curitiba
depois de ser condenado na Lava Jato
O ex-senador brasiliense condenado na Operação Lava Jato, Gim Argello
(PTB), saiu da prisão na sexta-feira (14/06/2019), em Curitiba. Condenado a 11
anos e 8 meses por cobrar propinas durante a Comissão Parlamentar Mista de
Inquérito (CPMI) da Petrobras, Gim foi beneficiado pelo indulto natalino do
ex-presidente Michel Temer
Na época
em que o indulto foi assinado, Gim já havia cumprido um quinto da pena, o que
prevê o decreto para concessão do benefício. A decisão que garantiu a soltura
do ex-parlamentar foi assinado pela juíza Ana Carolina Ramos da Vara de
Execução Penal de Curitiba.
O
ex-senador foi liberado após dar início ao pagamento da multa de R$ 7,350
milhões que lhe foi imputada como forma de reparar os dados causados ao erário
por sua atividade considerada criminosa. Ele vinha pleiteando o benefício desde
o fim do ano passado, quando atingiu o cumprimento de um terço da pena –
requisito mínimo para pedir progressão no regime
Apesar de
estar solto, Gim continua em Curitiba e, segundo pessoas próximas ao
ex-político, deve retornar, nos próximos dias, ao Distrito Federal.
O
ex-senador foi preso preventivamente em 12 de abril de 2016, na 28ª fase da
Operação Lava Jato, batizada de Vitória de Pirro. Na sequência, ele foi
condenado pelo então juiz Sergio Moro a uma pena de 19 anos de prisão pelos
crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e obstrução de Justiça.
O colegiado do Tribunal Regional Federal da 4ª
Região (TRF-4), entretanto, reformou essa sentença em maio de 2018 ao excluir o
crime de obstrução de Justiça. A penalidade, então, ficou reduzida a 11 anos e
8 meses de reclusão.
Lilian
Tahan – Foto: Rafaela Felicciano - Metrópoles
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JUSTIÇA

