Ibaneis sobre comando do MDB: “Se houver consenso, assumo esse papel”
Governador do Distrito Federal tem trabalhado abertamente a fim de conseguir
apoio para ser conduzido ao principal cargo nacional do partido
O governador Ibaneis Rocha (MDB) não esconde o desejo de alçar voos
mais altos no cenário político brasileiro. Na manhã desta segunda-feira (4/2),
após participar de mais um evento do governo federal, ele disse que foi convocado por
correligionários para assumir a presidência nacional do
partido. “Eu não me furto a desafio nenhum. Tenho conversado com todas as
lideranças para que, se houver um consenso, eu assuma esse papel. Acredito que
o MDB deve e pode ser renovado”, comentou.
Ibaneis acompanhou a apresentação do Projeto de Lei Anticrime, na manhã
desta segunda-feira (4/1), feita pelo ministro da Justiça e Segurança Pública,
Sergio Moro. No último sábado (2/2), fez questão de aparecer no meio do
plenário do Senado Federal, durante a conturbada eleição para presidente
da Casa. Distribuiu cartões, apertos de mão e tapinhas nas costas dos
parlamentares.
O governador tem reservado espaço significativo da sua agenda para
campanha destinada a conquistar o comando nacional de seu partido. No mês que
vem, emedebistas devem escolher a nova Executiva da legenda, já que o fim
dos mandatos dos atuais dirigentes, previsto para acabar no segundo semestre,
foi antecipado.
O emedebista brasiliense já enlaçou aliados importantes. Tem, por exemplo,
o apoio do ex-presidente Michel Temer e da família Sarney. E as bençãos do
presidente regional da sigla, Tadeu Filippelli. Na última segunda (28),
recebeu em seu gabinete, no Palácio do Buriti, o deputado Fábio Ramalho
(MDB-MG) para uma conversa.
Veja imagens de Ibaneis no Senado,
nesse sábado: Com Senadora Mailza Mota (PP-AC) - Senador Luiz Carlos do Carmo (MDB- GO)
Acesso aos fundos
Após a apresentação do Projeto de Lei Anticrime, Ibaneis disse que o ministro
Sergio Moro vai trabalhar para mudar a utilização do fundo da pasta. A
proposta deve ser entregue aos gestores até o fim deste mês. “Os fundos do
Ministério da Justiça e da Segurança são quase que proibitivos para que os
governadores tenham acesso. É preciso um processo de desburocratização e tem
que funcionar como os da saúde, por exemplo”, comentou.
Segundo Ibaneis, Moro também pediu apoio dos governadores
para conseguir avançar com as medidas no Congresso Nacional. Para
Ibaneis a aprovação do projeto será rápida porque é uma proposta “clara e
objetiva”. “São entraves que temos na legislação há muito tempo. É um projeto
interessante sobre o endurecimento de penas, principalmente com aqueles crimes
mais violentos, hediondos e de organizações criminosas. Durante as eleições, o
país deixou muito claro que quer esse endurecimento”, explicou.
A proposta têm medidas contra a corrupção, crimes violentos e crime
organizado. Entre os itens, estão a prisão de condenados em segunda instância e
a punição mais rigorosa para aqueles sentenciados por corrupção ou
peculato. O projeto começou a ser elaborado por Moro e sua equipe ainda
durante a transição de governo e integra a lista de metas para os 100 primeiros
dias da gestão Bolsonaro.
Por Ana Luiza Vinhote – Fotos: Rafaela Felicciano – Michael Melo -
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