Ao depor na CPI da Petrobras, o empresário do setor
petroquímico Auro Gorentzvaig defendeu uma intervenção militar e o fechamento
do Congresso Nacional; "Eu acho que realmente do jeito que as coisas estão
é caso de uma intervenção militar imediata e com pedido de eleições o mais
rápido possível", disse; teor da declaração provocou bate-boca entre os
membros da comissão
O depoimento do empresário do setor
petroquímico Auro Gorentzvaig à CPI da Petrobras acabou resultando em um
bate-boca acalorado entre os membros da comissão. No depoimento prestado nesta
quinta-feira (2), Gorentzvaig defendeu uma intervenção militar e o fechamento
do Congresso Nacional.
"Eu acho que
realmente do jeito que as coisas estão é caso de uma intervenção militar
imediata e com pedido de eleições o mais rápido possível", disse o
empresário. Em seguida, ao ser indagado se também seria favorável ao fechamento
do Congresso, ele disse que "talvez fosse o caso" de eu isso fosse
efetivamente levado a cabo.
"Não sei se
fechar o Congresso, eu não me referi ao Congresso Nacional, mas quem sabe? Do
jeito que as coisas estão acontecendo, que a gente está assistindo, talvez seja
o caso, eu não sei", disse.
Foi neste momento
que os parlamentares começaram a discutir entre si e também com o empresário.
Em meio ao bate-boca, o deputado Hugo Motta (PMDB-PB), exigiu que o empresário
tivesse "respeito". Outros deputados acusaram membros do PT de
quererem desvirtuar o depoimento.
Durante o seu depoimento,
Gorentzvaig disse que a Triunfo, empresas do ramo petroquímico de sua
propriedade, foi "expropriada" pela Petrobras e que o ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva teria atuado neste sentido para favorecer a
Odebrecht.
Fonte: Brasília 247

