Embora
acredite que o Buriti precisa rever sua postura para com o Legislativo, a
vice-presidente da Câmara, Liliane Roriz, afirma que os próprios distritais
precisam estar unidos para ajudar o Distrito Federal a sair da crise. Isso
significa garantir apoio ao governo Rodrigo Rollemberg para superar os apertos
do momento. "O governo do Agnelo teve uma das maiores bancadas que já
vimos, mas foi um fracasso como gestão, mesmo com todo o apoio da Câmara. Por
isso, não adianta trabalharmos tanto por nossas cidades se não garantimos
governabilidade, que é essencial”, avalia Liliane.
Sem aumento de
tributos
O apoio de Liliane ao Buriti não é incondicional. A
distrital admite que o governo está demorando muito a deixar sua marca e que
seu tempo está se esgotando. “Mas ainda está dentro do prazo”, alivia. Adverte,
porém, que o Buriti não deve apostar na aprovação do aumento de impostos.
Embora não queira dar o pretexto de que algo foi mal porque a Câmara deixou de
ajudar, Liliane diz que é improvável a aprovação de alta de impostos pelos
deputados.
Controle das
estatais
Liliane também se opõe a qualquer medida que leve à
perda de controle das estatais brasilienses. “As empresas”, diz ela, “não são
do governo, mas da cidade”.
Lembra nesse sentido a postura adotada por seu pai.
Quando Joaquim Roriz retornou ao governo, havia problemas tanto no BRB quanto
na Caesb. Uma série de bancos estaduais, inclusive, foi vendida nessa época,
mas Roriz manteve o BRB sob controle do governo local.
Fonte: “Do Alto da Torre” – Eduardo Brito –
Jornal de Brasília

