O
ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, já disse que o aumento de 27,3%
reivindicado pelos servidores é "irreal". Diversas categorias ameaçam
cruzar os braços e emperrar a máquina pública
Os servidores federais aumentarão nesta semana a pressão
sobre o governo para obter reajustes salariais. Lideranças sindicais acusam o
governo de protelar as negociações com a categoria e alertam que isso poderá
desencadear uma onda de greves em todo o país. O primeiro movimento nesse
sentido começará nesta terça-feira (9/6), quando funcionários do Poder
Judiciário e do Ministério Público da União (MPU) iniciam uma paralisação por
tempo indeterminado.
O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, já disse que o
aumento de 27,3% reivindicado pelos servidores é “irreal”. Caso ele fosse
concedido, as despesas federais aumentariam cerca de R$ 70 bilhões, o mesmo
valor do contingenciamento do Orçamento de 2015. Para as entidades sindicais, o
problema é o que chamam de “embromação” oficial. Por isso, diversas categorias
ameaçam cruzar os braços e emperrar a máquina pública. “Os programas de combate
à corrupção e à sonegação ficarão parados, se o governo não der uma sinalização
sobre a reestruturação da carreira”, ameaça Heráclio Camargo, presidente do
Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz).
No mês
passado, mais de 1,3 mil procuradores entregaram cargos de confiança. “Demos
prazo de 15 dias para a publicação das exonerações no Diário Oficial – vencido
na última sexta-feira. Consideramos a atitude uma forma de assédio, pois
ninguém é obrigado a se manter gestor em situação desfavorável. Como não houve
resposta, nenhum procurador tomará medidas decisórias. Os atos serão
encaminhados à cúpula, em Brasília, para que ela resolva”, disse Camargo.
A
Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef, que
representa 80% do funcionalismo) aprovou indicativo de greve para a primeira
semana de julho, caso o governo não apresente propostas concretas.
Fonte: Correio Braziliense

