"O DF poderia se tornar um polo de tecnologia e inovação para o mundo tropical" Maurício Antônio Lopes, presidente da Embrapa
Brasília poderá ganhar parque científico voltado para
agricultura, biodiversidade e medicina. Sem data de início, projeto promete
mudar a economia local
Transformar Brasília em um polo gerador de conhecimento
científico e de inovação para o mundo tropical é o objetivo de um projeto da
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Sect) e da Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com os ministérios da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Por enquanto, a
proposta está em fase de discussão. A ideia é que seja um parque tecnológico e
científico que reúna instituições nacionais e internacionais a fim de
desenvolver inteligência em medicina, biodiversidade e agricultura.
Segundo o
secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Paulo Salles, além dos ganhos
diretos, como a geração de empregos, a proposta vem para transformar o perfil
da capital federal. “Não podemos competir com a indústria de São Paulo, por
exemplo, mas é possível apostar em conhecimento agregado, inovação e tecnologia
e gerar resultados que vão melhorar o desenvolvimento da saúde e da
agricultura. Terá grande importância para Brasília e para o Brasil. A
tecnologia moderna vem resolvendo problemas e melhorando a economia. Esse é o
perfil que queremos para o desenvolvimento da capital.”
Devido à
expertise da Embrapa — que tem unidades de pesquisa em áreas como recursos
genéticos e biotecnologia, agroenergia, cerrado e hortaliças —, a empresa é uma
das grandes parceiras no projeto e estará presente em todas as etapas, desde a
pesquisa até a aplicação dos estudos. “A partir disso, começamos a imaginar que
a Embrapa poderia dar uma contribuição importante para a conceitualização e a
eventual implantação do parque. O DF poderia se tornar um polo de tecnologia e
inovação para o mundo tropical. Estamos no cinturão tropical do globo, em uma
posição privilegiada para destacar o conhecimento e a inovação na região”, diz
o presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes.
Inicialmente,
a proposta engloba três linhas de interesse: a medicina, a biodiversidade e a
agricultura. Os ramos são importantes, pois, além de existirem pesquisas
sólidas nas áreas, elas geram interesse de parceiros. “O futuro dos parques
tecnológicos vai depender muito de associar conhecimento sólido a uma base de
inovação bem construída. Cada vez mais, vamos ter que olhar as dimensões
científicas e tecnológicas. Essa é a combinação que queremos seguir e que
fortalecerá o DF como produtor de ciência de alto padrão e de tecnologia de
grande impacto”, prevê Maurício Antônio Lopes. Na avaliação dele, Brasília tem
muitas oportunidades pois, além de estar em posição estratégica, é o local das
principais decisões do país.
Barreiras
Até os
desenhos do projeto do parque científico e tecnológico se concretizarem, a
Secretaria de Ciência e Tecnologia e a Embrapa reconhecem barreiras a serem
vencidas. Algumas, segundo o secretário Paulo Salles, foram superadas, como a
definição da governança e do modelo de gestão de negócios. Outra questão
importante é a criação de um local fixo. A proposta é que o parque seja
agregado ao terreno do Parque Tecnológico Capital Digital, próximo ao Balão do
Torto, além de abranger instituições parceiras como a Universidade de Brasília
(UnB) e a Universidade Católica de Brasília (UCB). Na avaliação do secretário,
o maior desafio, agora, é formalizar o capital humano, ao captar parceiros e
formar mão de obra qualificada.
Fonte: Roberta Pinheiro – Correio Braziliense

Muitas vezes as barreiras só não são vencidas por interesses, pois toda a gente sabe que a agricultura seja biológica ou não levanta a economia de um país, mas os dirigentes políticos estão virados para a importação, e aí eu vejo interesses pessoais.
ResponderExcluirTudo de bom.
António