Diante dos holofotes,
os parlamentares se revoltaram com o vazamento de áudios de uma reunião entre
eles e o chefe do Executivo no Buriti
As 22 assinaturas de deputados não devem
se transformar em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o polêmico
vazamento de áudios de uma reunião entre os parlamentares e o governador
Rodrigo Rollemberg. Esta é a avaliação do próprio governador.
Diante dos
holofotes, os parlamentares se revoltaram com o vazamento de áudios de uma
reunião entre eles e o chefe do Executivo no Buriti. Na conversa, os distritais
pedem, abertamente, cargos e espaço na máquina pública. Indignados, os
políticos engatilharam a abertura de uma investigação pela Câmara Legislativa.
O governador pondera: “Acho que não tem motivo nenhum para ter uma CPI. Acho
que isso não vai prosperar”
Desde o
primeiro momento da divulgação dos áudios pela internet, o governo se
posicionou ao lado dos deputados e defendeu que a conversa na reunião foi
normal e dentro da legalidade. O GDF abriu uma investigação na Polícia Civil,
acionando o próprio diretor-geral, Eric Seba. Além disso, levantou o discurso
de que as gravações foram editadas, justamente para minar as relações entre
Executivo e Legislativo.
“Entendo que
essa não é uma agenda da cidade. A cidade quer uma agenda do desenvolvimento,
quer uma agenda da melhoria da qualidade dos serviços públicos. É nessa agenda
que nós estamos interessados”, afirmou.
Ato
simbólico
Pelos
bastidores, comenta-se que a coleta de assinaturas foi feita como um ato
simbólico. Muitos parlamentares estão receosos quanto à abertura de uma CPI.
Afinal, eles próprios também seriam alvo de apuração.
Reaproximação
Mesmo diante
do redemoinho político do vazamento das gravações, o Buriti planeja continuar
com o projeto de reconstrução das pontes políticas. Nos primeiros seis meses de
poder, o governo adotou uma postura extremamente fechada, tendo todas as
decisões centralizadas. Postura que gerou desgaste não apenas com a Câmara, mas
com os partidos aliados.
A reabertura
começou com a renovação do diálogo com o PDT em consecutivas reuniões desde a
semana passada. O governador até chamou o partido para o Conselho Político.
“Nosso
objetivo é fazer na semana que vem fazer uma reunião mais ampla, procurando
fazer uma prestação de contas dos nossos primeiros seis meses de governo”,
revelou.
O governo
estuda chamar para a conversa os partidos aliados e o Conselho de Desenvolvimento
Econômico e Social. Na reunião, o Buriti promete, mais uma vez, mostrar com
clareza quais serão as prioridades para os próximos meses.
Fonte: Francisco Dutra
- Especial para o Jornal de Brasília

