Por: Renato Riella
A
presença de Hélio Doyle no governo do DF fez o governador Rodrigo Rollemberg
perder quase seis meses de mandato.
Agora, quando o chefe da Casa Civil pede demissão, deixa uma estrutura arrasada
em Brasília, como se fosse uma neo-Horishima.
Conheço o colega Hélio, jornalista, há 40 anos. Recomendo ele para coordenador
de campanha de qualquer candidato, até mesmo futuros governadores.
Mas, definitivamente, Hélio Doyle não tem o mínimo de vocação para trabalhar em
palácios.
Um coordenador de campanha eleitoral pensa e age de forma vertical. Esse tipo
de executivo pode se trancar numa sala, elaborando propostas e promessas para o
candidato, de modo autoritário.
Ao contrário disso, um executivo de governo precisa pensar de forma horizontal,
ouvindo, mudando de opinião, recebendo impulsos e negociando.
O ato de negociar, em governo, só é ilegítimo se a pessoa quiser negociar para
lucro próprio.
Negociar em nome do governo e da sociedade é uma missão sagrada, que pode
resolver os problemas mais indigestos do Estado.
Questões como greve de ônibus, superbactérias, crise econômica, aumentos
salariais, etc, devem ser abordadas com incansáveis negociações;
SAI ATIRANDO DE TODO GOVERNO
Hélio Doyle é um homem fechado dentro de si mesmo. E tem o péssimo hábito de
sair dos cargos atirando. Foi assim no governo Cristovam. Foi assim no governo
Roriz. Está sendo assim no governo Rollemberg.
Me preservei, antes de hoje, para não abordar as crises geradas por Hélio
Doyle. Foi uma espécie de solidariedade de jornalista para jornalista.
Agora, quando ele deixa o cargo de chefe da Casa Civil do GDF, posso fazer
essas abordagens.
A intenção desse meu posicionamento é tentar evitar que o estilo heliodoylista
de desgovernar seja mantido pelo governador Rollemberg.
Vai demorar muito para se devolver a normalidade ao Distrito Federal.
Hélio Doyle foi pior do que o terremoto do Nepal.
Me perguntam por que ele decidiu ir embora.
O
secretário superpoderoso resolveu ir embora porque perdeu a cidade. Todas as
áreas de Brasília estavam contra ele, que não estabeleceu ponte com nenhum
setor.
Não fará falta a ninguém, nem a nenhum grupo social do DF. Tchau!
*Renato Riella - é jornalista, com mais de 40 anos de atuação em Brasília e Salvador (BA), onde nasceu. Atua como consultor de marketing político e empresarial.

