Instituto Central de Ciências (ICC) da UnB: universidade recebeu 85 pontos dos 100 possíveis no levantamento
A instituição brasiliense subiu sete posições em levantamento
britânico e figura, agora, na 10ª colocação da América Latina e na quarta do
Brasil. A participação on-line, a reputação e a qualificação dos professores se
destacaram no ranking
A Universidade de Brasília (UnB)
alcançou o 10º lugar entre as melhores universidades da América Latina, segundo
a empresa de avaliação inglesa Quacquarelli Symonds (Qs). No ano passado, a
instituição de ensino superior brasiliense ocupava o 17º lugar. Foram avaliadas
mais de 400 instituições latinas e, no mesmo ranking, a mais bem colocada foi a
Universidade de São Paulo (USP), seguida da Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp). Entre as 10 melhores, cinco são nacionais — a UnB é a quarta entre
as brasileiras.
A universidade brasiliense conquistou 85 dos 100 pontos possíveis no levantamento da Qs. Entre os critérios mais bem avaliados, a UnB teve a qualidade do corpo docente, o impacto na internet e a reputação acadêmica. A nota final no levantamento foi obtida a partir da análise de sete parâmetros: reputação acadêmica (90,5), reconhecimento no mercado de trabalho (65,5), relação entre número de funcionários e alunos (81,6), citações na internet (44,6), volume de informações na web (79,7), professores com doutorado (97,2) e presença on-line (95,2). Os dois primeiros itens têm peso maior.
“Tudo é reflexo das ações realizadas a médio prazo. Você faz algo hoje, e isso gera resultado alguns anos depois. O que mantemos, sempre, é a busca pela excelência acadêmica”, afirmou o decano de Ensino de Graduação, Mauro Rabelo. Segundo ele, os trabalhos extracurriculares também colaboraram para o destaque da instituição no estudo britânico. “Fazemos seminários e promovemos conversas e atividades que envolvem milhares de estudantes. É um modelo transdisciplinar muito eficaz”, avaliou.
Para o decano de Pós-Graduação, Jaime Santana, a escalada de sete posições no ranking ocorreu, ainda, pela iniciativa da universidade em fomentar a pesquisa. Por isso, segundo ele, os professores daqui ganharam destaque na pontuação. “Além disso, melhoramos a gestão de projetos. São 92 programas que atendem 8 mil alunos de mestrado e doutorado. São eles que fazem a ciência e a produção de conhecimento na instituição”, explicou.
A universidade brasiliense conquistou 85 dos 100 pontos possíveis no levantamento da Qs. Entre os critérios mais bem avaliados, a UnB teve a qualidade do corpo docente, o impacto na internet e a reputação acadêmica. A nota final no levantamento foi obtida a partir da análise de sete parâmetros: reputação acadêmica (90,5), reconhecimento no mercado de trabalho (65,5), relação entre número de funcionários e alunos (81,6), citações na internet (44,6), volume de informações na web (79,7), professores com doutorado (97,2) e presença on-line (95,2). Os dois primeiros itens têm peso maior.
“Tudo é reflexo das ações realizadas a médio prazo. Você faz algo hoje, e isso gera resultado alguns anos depois. O que mantemos, sempre, é a busca pela excelência acadêmica”, afirmou o decano de Ensino de Graduação, Mauro Rabelo. Segundo ele, os trabalhos extracurriculares também colaboraram para o destaque da instituição no estudo britânico. “Fazemos seminários e promovemos conversas e atividades que envolvem milhares de estudantes. É um modelo transdisciplinar muito eficaz”, avaliou.
Para o decano de Pós-Graduação, Jaime Santana, a escalada de sete posições no ranking ocorreu, ainda, pela iniciativa da universidade em fomentar a pesquisa. Por isso, segundo ele, os professores daqui ganharam destaque na pontuação. “Além disso, melhoramos a gestão de projetos. São 92 programas que atendem 8 mil alunos de mestrado e doutorado. São eles que fazem a ciência e a produção de conhecimento na instituição”, explicou.
"Tenho muito orgulho de estudar aqui. É claro que me sinto feliz em
saber que a universidade foi eleita como uma das melhores. Faz-me vislumbrar o
futuro" Rainer Barbosa, 23 anos, estudante de desenho industrial
Futuro
Existem
162 cursos — considerando as habilitações — disponíveis na universidade
brasiliense. O mais recente é o de Libras (linguagem brasileira de sinais),
instituído em março, para formar professores. Ainda que a oferta seja grande, o
vestibular é um dos mais concorridos. Alunos de medicina, por exemplo, disputam
uma vaga com 97 concorrentes. Para quem participou do último certame, no fim de
semana passado, o resultado da Qs 2015 aumenta a expectativa. “Quero muito
entrar (na universidade). Faz uma enorme diferença ter, no currículo, a
formação na UnB”, destacou a estudante Laura Camargo.
Para o
aluno de desenho industrial Rainer Barbosa, 23 anos, fazer parte da UnB é a
realização de um sonho. E, saber que a universidade é reconhecida
internacionalmente como uma das melhores da América Latina, estimula a todos.
“Tenho muito orgulho de estudar aqui. É claro que me sinto feliz em saber que a
universidade foi eleita como uma das melhores. Faz-me vislumbrar o futuro”,
contou.
Ocorre hoje a cerimônia de outorga de título de Doutor
Honoris Causa ao professor António Nóvoa, reitor honorário da Universidade de
Lisboa. O reconhecimento será entregue pela Universidade de Brasília (UnB). Ele
é reconhecido pela intensa atividade acadêmica na área da educação e da
formação profissional docente. Durante mais de um ano, Nóvoa atuou na UnB, à
frente das rodas de conversa intituladas Café com Nóvoa, estimulando a
comunidade a fazer reflexões sobre o futuro da universidade brasiliense, a
relação entre arte e ciência, a revolução digital e a aprendizagem. O
homenageado ministrou a aula magna (a que abre o semestre) de 2014. Ele é um
dos candidatos à Presidência de Portugal nas próximas eleições. A solenidade
começa às 14h30, no auditório da Reitoria.
Fonte: Bernardo Bittar –
Correio Braziliense
