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#DEMOLIÇÃO: Pista em parque do Noroeste



O Ministério Público recomendou a demolição da estrutura: queda de braço

A ocupação de áreas ambientalmente sensíveis atinge outras partes do Distrito Federal. No Parque Burle Marx, no Setor Noroeste, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) recomendou ao Instituto Brasília Ambiental (Ibram) a interdição e a demolição da pista de pouso que fica dentro da unidade de preservação. De acordo com o órgão, a Associação de Pilotos de Ultraleves de Brasília (Apub) ocupa a área há quase 10 anos de forma ilegal. A entidade conseguiu na Justiça, em abril, uma liminar para impedir a ação até o julgamento do caso. O MPDFT recorreu da decisão.

A Apub entrou na Justiça após o Ibram acatar a recomendação do Ministério Público e emitir uma notificação para a associação desativar a pista de pouso e desocupar os hangares do Burle Marx. Segundo o MP, o instituto emitiu uma licença quando a área estava sob a administração da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap). O Ibram não poderia ter expedido as licenças, mas acatou a recomendação determinando a desocupação da área.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também se posicionou contra a construção da pista de pouso no local não só em razão de sua total incompatibilidade com o espaço, mas por comprometer uma das escalas (bucólica) do conjunto urbanístico de Brasília. A associação iniciou as atividades em 1987 em área do Autódromo de Brasília. Em 1996, o sítio de voo foi transferido para o espaço do antigo camping, mas o documento que autorizava a atividade expirou em 2006. “Aquela autorização, conforme confessado pela própria autora (Apub), foi concedida em contexto fático completamente diverso, eis que não havia a consolidação de um novo bairro residencial nas adjacências (Noroeste) e a poligonal do parque era outra”, alegou o MP.

Por meio de nota, a Apub argumentou que não ocupa área de maneira irregular. “O Centro Aerodesportivo funciona no local há mais de 20 anos, e toda a compensação ambiental solicitada pelo governo foi feita”, diz o texto. De acordo com a entidade, antes de chegada da Apub, o local era ocupado por moradores de rua e usuários de drogas. Assim, foi feita uma revitalização na área. Ela alega que mantém uma escola de formação de pilotos profissionais de ultraleve, o que contribui para a formação de profissionais com carência no mercado.
Fonte: Correio Braziliense 

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