A presidente da
Câmara Legislativa, deputada Celina Leão (PDT), esteve na manhã desta
quarta-feira (17), no bairro Santa Luzia da Estrutural, acompanhada dos
deputados Ricardo Vale (PT) e Luzia de Paula (PEN), representando
respectivamente as Comissões de Direitos Humanos e de Assuntos Sociais. A
visita técnica aconteceu depois que uma menina de 11 anos foi espancada e
molestada, a denúncia é de que a criança pode ter sido utilizada como ‘moeda de
troca’ para pagar dívidas com traficantes de drogas. A 8º Delegacia de Polícia
investiga o caso.
“Faremos um
relatório sobre a visita, é uma área irregular que está ali há anos e as
providências precisam ser tomadas, as condições são precárias, só não são
piores por que voluntários se empenham em resgatar a dignidade daquelas
pessoas, especialmente das crianças, que ficam vulneráveis à ausência do
Estado, à exemplo da menina de 11 anos que foi brutalmente espancada naquela
região”, relatou Celina.
Um dos locais
visitados pelos distritais foi a “Casa de Paternidade”, uma associação criada
por voluntários, que cuidam de cerca de 200 crianças em situação de risco. São
30 voluntários que atuam sistematicamente no local e 200 em ações pontuais da
associação. O local que abriga a “Casa de Paternidade”, já foi palco de
violência. Uma mulher foi assassinada na frente da casa onde morava com seus
nove filhos. O crime aconteceu há três anos, desde então voluntários passaram a
custear um aluguel para esta família e montaram, no lugar onde viviam, a
associação.
Sem ajuda do
Estado, mas cientes das necessidades urgentes daquela comunidade, voluntários
encabeçados pela advogada Thaysa Gonçalves e por Aline Albernaz unem forças
para erguer uma creche, segundo elas, que possa dar atenção especial à primeira
infância, com uma mudança de mentalidade por meio de um processo pedagógico.
“No local falta tudo, as crianças sentem falta, por exemplo, de um banho de
chuveiro”, comentaram. Não tem água encanada, nem saneamento básico, o esgoto
corre a céu aberto, a energia é na base de gambiarras, as ruas são estreitas
impossibilitando a passagem de ônibus ou caminhão do Corpo de Bombeiros, por
exemplo, não há escolas, transporte, creches ou posto de saúde, mas sobram
crianças, são em média de quatro a cinco por família.
Fonte: Assessoria



