Leandro de Sá é voluntário na recuperação da escola mais antiga da cidade
O chão de terra batida nos canteiros do Centro
de Ensino Fundamental Caseb, na 909 Sul, vai sendo revirado pelas mãos dos
estudantes da primeira turma de paisagismo do Unieuro. Ainda que quase
insípidas, pequenas mudas são plantadas na esperança de que, até o dia 16 deste
mês, elas possam estar verdes o suficiente para o aniversário de 55 anos da
instituição. Fundada em maio de 1960, a escola mais antiga de Brasília segue
sem receber a atenção que merece, mas ações como a promovida por esses alunos
demonstram que, com a participação da comunidade, esse quadro pode ser
revertido.
Leandro
de Sá, discente no curso oferecido através do Programa Nacional de Acesso ao
Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), explica que a atividade não é acadêmica:
foi dele a ideia de usar o que eles aprenderam na faculdade para ajudar o
Caseb. “Tenho uma amiga que trabalha aqui e me falou da situação precária das
áreas verdes. Sugeri que nos uníssemos para dar um presente à escola e todos os
colegas toparam”, afirma. O carinho veio em boa hora. Apesar de seu legado, o
Caseb tem procurado parcerias que ajudem a instituição a se modernizar.
De acordo
com a diretora, Angelita Amarante, a instituição tem, atualmente, 840 alunos,
mas falta espaço físico e verba para atender a todos. “A escola precisa de uma
reforma emergencial e estrutural. O telhado necessita ser mudado, há várias
salas interditadas por conta de rachaduras graves, as quadras poliesportivas
precisam de novo piso, alambrado e cobertura”, relata. Isso, claro, não vai
impedir que a celebração aconteça.
No
próximo sábado, dia 16, a escola vai oferecer uma festa para a comunidade, com
uma praça de food trucks, além de feijoada e samba. “Teremos também várias
atrações musicais, bem como apresentações de alunos”, conta Angelita. Outra
parte da programação da semana que antecede o aniversário é o lançamento do
projeto de escola integral do Caseb. A diretora explica que, em 2015, 400
estudantes serão beneficiados com mais duas horas aulas.
Os
laboratórios, fechados há três anos, também estão sendo reformados.
“A família
Caseb está com a proposta de mudar sua identidade. Com essas comemorações,
pretendemos trazer a cidade para dentro da escola e reviver com a sociedade as
experiências que a tornaram tão importante. Com isso, esperamos mais
parcerias”, completa Angelita.
Por: Rafael Campos – Correio Braziliense
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