Ontem, concurso
selecionou as dez marchinhas que irão embalar o público nos próximos dias de
folia
Contagem regressiva para a festa mais animada do País.
Daqui a 23 dias,
quem estiver em Brasília poderá pular carnaval ao som do Pacotão, tradicional
bloco de rua que existe na capital desde 1978. Na tarde de ontem, na 408 Norte,
o concurso de escolha das marchinhas selecionou dez composições que irão
embalar o público nos próximos dias e se tornarão faixas do CD do Pacotão deste
ano. Ao todo, 30 letras participaram da seleção.
“A marchinha é a parte mais tradicional do
Carnaval. Em Brasília, refletem o momento político. O dia a dia de Brasília
define as composições que cantamos”, comenta o aposentado e jornalista Joka
Pavaroti, 64 anos, integrante do “Politburo do Pacotão”, grupo encarregado pela
organização do evento.
No processo de escolha, os interessados se
inscreveram por e-mail. Após a pré-seleção, os cantores e compositores foram
apresentados. “Eles subiram ao palco sob a avaliação do júri”, conta.
Segundo ele, alguns critérios de escolha
foram indispensáveis, ao levar em consideração que a marchinha deveria
ser tradicional.
De acordo com Joka, a criatividade é
praticada com liberdade pelos participantes. “O tema é livre. Não pode
ser paródia nem plágio. E, principalmente, não aceitamos que as letras fiquem
falando bem do governo”, destaca, em tom de bom humor.
Trajetória
Em 1985, saiu o primeiro disco de vinil do
Pacotão com sete marchinhas. Já em 1999, foi gravado o primeiro CD do bloco. O
álbum deste ano será o 15º. “Desde o início do Pacotão, 290 marchinhas
fazem a crônica política da cidade”, lembra Joka.
Ao som do sax, tamborim, surdos, tarol,
trombone e guitarra, sete instrumentistas compõem a Banda Podre do Pacotão, que
possui missão de exibir a cultura brasiliense por meio do ritmo afiado e
acordes embalados com os cantores que brindam a capital com humor nas estrofes
e rimas.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília - Bárbara Fragoso

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