A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal –
Caesb apresentou o menor índice de perda de água entre as companhias estaduais
de saneamento do País; o índice foi de 27,3%, divulgado pelo relatório do
Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), serviço ligado ao
Ministério das Cidades; a perda total de água no sistema se dá, em geral, por
submedição no hidrômetro e vazamentos, além de ligações clandestinas e fraudes
Da Companhia de Saneamento
Ambiental do Distrito Federal - A
Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal – Caesb apresentou o
menor índice de perda de água entre as companhias estaduais de saneamento do
país. O índice foi de 27,3%, divulgado pelo relatório do Sistema Nacional de
Informações sobre Saneamento (SNIS), serviço ligado ao Ministério das Cidades.
A perda total de água no sistema se dá, em geral, por submedição no hidrômetro
e vazamentos, além de ligações clandestinas e fraudes.
A gestão de perdas de água tem papel
fundamental nas ações estruturantes realizadas pela Caesb. A Companhia tem
investido cada vez mais em ações para a melhorar esse quesito tão importante
para a sustentabilidade da prestação de serviços e para a modernização de todo
o sistema de saneamento. A meta da empresa, para os próximos cinco anos, é
reduzir esse índice a um patamar inferior a 20%.
No ano passado, a Caesb contratou
financiamento junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que vai
proporcionar recursos para atacar o problema da perda de água e melhorar os
índices atuais da companhia. Para reduzir os vazamentos, a Caesb vai monitorar
o funcionamento da rede de modo que as equipes de manutenção atuem o mais
rapidamente possível na sua correção. Além disso, serão tomadas providências
como a redução da pressão na rede e a pesquisa de vazamentos que não são
visíveis nas ruas por meio de aparelhos de detecção. Para situações mais
problemáticas, parte do financiamento será aplicada na substituição de trechos
de redes e ramais de ligação em diversas cidades.
O coordenador de gestão de perdas da
Caesb, Luiz Carlos Itonaga, ressaltou que historicamente o Distrito Federal
sempre teve índices baixos de perda de abastecimento. "Desde a publicação
do relatório do SNIS, a Caesb tem tido destaque com seus indicadores. Com esse
financiamento, serão investidos aproximadamente 130 milhões de reais nos
próximos 5 anos no programa de redução de perdas e a expectativa é que os
indicadores no Distrito Federal se estabilizem em um patamar abaixo de 20% após
sua conclusão", informou.
Melhoria
na gestão de perdas
A Caesb, mesmo tendo obtido o menor
índice de perdas do país, tem desenvolvido ações visando a melhoria na gestão
de perdas. Exemplo disso é a realização do programa de substituição de
hidrômetros, com duração estimada de 24 meses. Serão substituídos 351 mil
hidrômetros em todo o DF. O programa vai custar 70 milhões de reais e já teve
início no Guará e Taguatinga. Até hoje já foram trocados 5 mil equipamentos.
O objetivo do programa é revitalizar
e atualizar tecnologicamente o parque de hidrômetros da Companhia, buscando com
isso maior qualidade e precisão na medição do consumo de água. A Caesb adquiriu
115 mil hidrômetros, sendo que para atender as demais necessidades a Empresa já
possui processos licitatórios concluídos, aguardando somente a demanda e o
fornecimento. E, somado a isso, será realizado um grande esforço no combate às
ligações irregulares em todo o Distrito Federal.
Segundo o coordenador de perdas,
Luiz Itonaga, é importante entender que perdas de água não são apenas
vazamentos na rede. "As perdas são calculadas pela diferença entre a
quantidade de água que entra na rede e a quantidade que é consumida pela
população. Como se de quantidades medidas, então, parte das perdas são
relacionadas com o problema de medição. Se o hidrômetro mede menos que o
consumo correto, ocorre perda, além de incentivar indiretamente o desperdício.
Portanto a medição correta tem dois aspectos importante: a redução da perda e o
consumo consciente da água", disse.
O que a Caesb pretende com esse
programa é agregar tecnologia e métodos que nivelem o serviço de abastecimento
de água do Distrito Federal aos melhores padrões internacionais. O principal
reflexo para a população será a redução de perdas o que garante o abastecimento
contínuo, mesmo nos períodos de estiagem, onde há aumento de consumo.

