Frequentadores da área de lazer reclamam da falta de alertas contra choques elétricos nas proximidades das torres de distribuição de energia. CEB trabalha no local para substituir as estruturas metálicas pelas de concreto.
Os avisos contra choques estão apenas nas torres da área externa.
A falta de sinalização de alerta contra choques elétricos no Taguaparque, no Pistão Norte, faz com que frequentadores evitem determinadas áreas. Os usuários do local reclamam que postes de concreto, instalados desde maio pela Companhia Energética de Brasília (CEB), oferecem riscos. Insatisfeitos, pedestres e ciclistas perdem espaço para o canteiro de obras da empresa responsável pela retirada das antigas torres metálicas de distribuição de energia. As enormes estruturas de aço são substituídas por outras com a base feita de concreto.
O servidor público Francisco Bernardo, 58 anos, desconfia dos riscos. “Esses cabeamentos podem trazer problemas para quem usa o espaço. Eu, que gosto de correr, não sinto segurança alguma em passar próximo a esses postes. Em períodos de chuva, então, o risco pode ser ainda maior”, avalia o servidor Francisco Bernardo, 58 anos.
As adjacências do Taguaparque também acumulam reclamações por causa das torres. Ao contrário do que acontece dentro do complexo, apenas as estruturas localizadas fora da área de lazer recebem faixas com avisos de cautela. “Ninguém precisa ser técnico para imaginar o tamanho do risco que a gente corre”, reclama o administrador de empresas Charles Guerreiro, 45 anos. “Falta sinalização e fitas isolando a área para que as pessoas não ultrapassem ou se aproximem dessas estruturas”, queixa-se.
Em uma calçada próxima ao parque, máquinas e operários tomaram o espaço destinado ao lazer. No canteiro, as torres de concreto ficam empilhadas e preocupam a comunidade. Sem muitas alternativas, ciclistas se arriscam no acostamento do Pistão Norte. “Costumava pedalar por ali, mas isso se tornou inviável. Com essas torres sendo erguidas, fica perigoso percorrer a trilha”, afirma o servidor José Bonifácio, 46 anos. Mesmo passar por debaixo dos cabos de condução de energia deixa pedestres receosos. “Não tenho muita alternativa. Ou passo por aqui ou fico em casa”, lamenta o autônomo Alessandro Lopes, 22.
A assessoria da CEB informou ao Correio que as obras obedecem aos critérios de segurança. Acrescentou que há avisos de possível perigo e que todos os postes de concreto estão desenergizados. E destacou o compromisso do governo em garantir mais segurança e espaço para os usuários do parque, seguindo recomendação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de arcar com o remanejamento das redes em um investimento de R$ 12,6 milhões. Devem ser construídos 13,5km de rede em uma extensão de 4,5km no Pistão Norte, onde as atuais estruturas de metal serão substituídas por unidades de concreto. Os trabalhos seguem até pelo menos janeiro de 2015.
Raios
Para o pesquisador Juan José Verdésio Bentancurt, da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (FAV) da Universidade de Brasília (UnB), a troca de torres não muda o perigo. “O risco continua sendo o mesmo porque qualquer rede metálica atrai raios. Se forem soltos durante alguma tempestade, por exemplo, os cabos podem trazer sérios danos a essas pessoas”, avalia.
Na avaliação do especialista, o recomendado para a região seria deslocar toda a rede de alta tensão e isolar a estrutura de cabeamento. “Esse tipo de rede tem de ficar isolada de construções ou de lugares muito frequentados. Uma outra solução poderia ser mudar a rede aérea por uma subterrânea. O problema é que o custo disso pesaria mais no orçamento. Mas, independentemente de uma situação ou de outra, não existe solução barata”, afirma.
Restrição
Embora tenha sido criado em 5 de maio de 1998, o Taguaparque foi aberto ao público apenas no ano seguinte. Parte dele foi construído muito próximo ao corredor de linhas de transmissão de alta tensão, à época, situadas em área rural. Hoje, os 89 hectares estão integrados à zona urbana. A construção do espaço foi contra as resoluções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que não recomenda construções em áreas onde estão instaladas redes de distribuição de energia.
Os avisos contra choques estão apenas nas torres da área externa.
A falta de sinalização de alerta contra choques elétricos no Taguaparque, no Pistão Norte, faz com que frequentadores evitem determinadas áreas. Os usuários do local reclamam que postes de concreto, instalados desde maio pela Companhia Energética de Brasília (CEB), oferecem riscos. Insatisfeitos, pedestres e ciclistas perdem espaço para o canteiro de obras da empresa responsável pela retirada das antigas torres metálicas de distribuição de energia. As enormes estruturas de aço são substituídas por outras com a base feita de concreto.
O servidor público Francisco Bernardo, 58 anos, desconfia dos riscos. “Esses cabeamentos podem trazer problemas para quem usa o espaço. Eu, que gosto de correr, não sinto segurança alguma em passar próximo a esses postes. Em períodos de chuva, então, o risco pode ser ainda maior”, avalia o servidor Francisco Bernardo, 58 anos.
As adjacências do Taguaparque também acumulam reclamações por causa das torres. Ao contrário do que acontece dentro do complexo, apenas as estruturas localizadas fora da área de lazer recebem faixas com avisos de cautela. “Ninguém precisa ser técnico para imaginar o tamanho do risco que a gente corre”, reclama o administrador de empresas Charles Guerreiro, 45 anos. “Falta sinalização e fitas isolando a área para que as pessoas não ultrapassem ou se aproximem dessas estruturas”, queixa-se.
Em uma calçada próxima ao parque, máquinas e operários tomaram o espaço destinado ao lazer. No canteiro, as torres de concreto ficam empilhadas e preocupam a comunidade. Sem muitas alternativas, ciclistas se arriscam no acostamento do Pistão Norte. “Costumava pedalar por ali, mas isso se tornou inviável. Com essas torres sendo erguidas, fica perigoso percorrer a trilha”, afirma o servidor José Bonifácio, 46 anos. Mesmo passar por debaixo dos cabos de condução de energia deixa pedestres receosos. “Não tenho muita alternativa. Ou passo por aqui ou fico em casa”, lamenta o autônomo Alessandro Lopes, 22.
A assessoria da CEB informou ao Correio que as obras obedecem aos critérios de segurança. Acrescentou que há avisos de possível perigo e que todos os postes de concreto estão desenergizados. E destacou o compromisso do governo em garantir mais segurança e espaço para os usuários do parque, seguindo recomendação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de arcar com o remanejamento das redes em um investimento de R$ 12,6 milhões. Devem ser construídos 13,5km de rede em uma extensão de 4,5km no Pistão Norte, onde as atuais estruturas de metal serão substituídas por unidades de concreto. Os trabalhos seguem até pelo menos janeiro de 2015.
Raios
Para o pesquisador Juan José Verdésio Bentancurt, da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (FAV) da Universidade de Brasília (UnB), a troca de torres não muda o perigo. “O risco continua sendo o mesmo porque qualquer rede metálica atrai raios. Se forem soltos durante alguma tempestade, por exemplo, os cabos podem trazer sérios danos a essas pessoas”, avalia.
Na avaliação do especialista, o recomendado para a região seria deslocar toda a rede de alta tensão e isolar a estrutura de cabeamento. “Esse tipo de rede tem de ficar isolada de construções ou de lugares muito frequentados. Uma outra solução poderia ser mudar a rede aérea por uma subterrânea. O problema é que o custo disso pesaria mais no orçamento. Mas, independentemente de uma situação ou de outra, não existe solução barata”, afirma.
Restrição
Embora tenha sido criado em 5 de maio de 1998, o Taguaparque foi aberto ao público apenas no ano seguinte. Parte dele foi construído muito próximo ao corredor de linhas de transmissão de alta tensão, à época, situadas em área rural. Hoje, os 89 hectares estão integrados à zona urbana. A construção do espaço foi contra as resoluções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que não recomenda construções em áreas onde estão instaladas redes de distribuição de energia.


