Estádio Nacional de Brasília permaneceu com as luzes acesas durante a pane de quarta-feira graças ao reforço no fornecimento para a arena. Aneel cobra propostas para a melhoria do serviço, e comerciantes temem problemas durante a Copa.
Tesourinha na Asa Norte: região ficou no escuro após o rompimento de um cabo de proteção da rede elétrica.
A fragilidade da rede elétrica de Brasília permite antecipar futuros acontecimentos em dias de chuva forte: vai faltar luz. Foi o que aconteceu na última quarta-feira. Embora a precipitação tenha durado somente 20 minutos, foi suficiente para interromper o fornecimento por três horas em toda a Asa Norte. O resultado foram 114 reclamação por falta de energia em praticamente todo o Distrito Federal (veja Quadro). Apesar de parte da população ter ficado no escuro, o principal símbolo da Copa do Mundo, o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, permaneceu totalmente iluminado. Empresários do setor de comércio estão temerosos quanto à distribuição para o restante da cidade durante o Mundial. “Seja em dia de sol, seja em dia de chuva, sabemos que ficaremos sem luz, água ou funcionário”, reclamou o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar), Clayton Machado.
A distribuição da energia e o funcionamento do sistema da CEB serão fiscalizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) in loco até maio. De acordo com a Aneel, incidentes como o que aconteceu na última quarta na Asa Norte podem ocorrer a qualquer momento, inclusive durante a Copa. A agência não cobra da CEB a prevenção dos fenômenos naturais, no entanto, exige que todas as companhias elétricas do país, incluindo a de Brasília, apresentem propostas para melhorar a eficiência no restabelecimento de energia. O presidente do Sindhobar resume o sentimento da categoria. “Não estamos mais com medo do que vai acontecer na Copa, estamos apavorados. Definitivamente, não temos energia, ficar sem luz é recorrente e temos que rezar para dar certo”, afirmou.
Reforço
O Estádio Nacional escapa da ameaça de apagão graças ao reforço no fornecimento para a arena. Uma estação da Companhia Energética de Brasília (CEB) construída ao lado da arena é alimentada por três fontes e tem 30 circuitos, sendo dois deles responsáveis por abastecer o Mané Garrincha. No entanto, a CEB garante que a subestação atenderá as demandas também do Setor Hoteleiro e das regiões mais próximas, como a Asa Norte. “(O apagão de quarta) Foi um caso especial, pois, mesmo com fortes chuvas pela cidade toda, o problema maior ocorreu apenas na região abastecida pelo cabo que se rompeu”, explicou Manoel Clementino Barros Neto, diretor de Operação da CEB.
Segundo o professor do Departamento de Energia Elétrica da Universidade de Brasília (UnB) João Paulo Carvalho da Costa, o sistema é frágil, carente de manutenção e, com a chuva, piora a situação. Em tempos de maior demanda, como a Copa, a probabilidade de a capital ficar às escuras será ainda maior. “Brasília é uma cidade com maior incidência de raios. Isso agrava, mas temos que ter um sistema preparado para aguentar, com a implantação de para-raios, por exemplo. Na Copa, com um consumo maior e, pior, com chuva, as chances são grandes”, disse.
Queixas
Ao todo, a Companhia Energética
de Brasília (CEB) registrou
114 reclamações:
» Nove na região leste: Planaltina, Sobradinho e Paranoá;
» 44 na região oeste (Taguatinga, Ceilândia e Brazlândia);
» 18 na região sul (Gama, Santa Maria, Samambaia, Recanto das Emas e Riacho Fundo);
» 43 na região central (todas as outras localidades).
Por: Camila Costa - Ailim Cabral - Correio Braziliense - 11/04/2014
Tesourinha na Asa Norte: região ficou no escuro após o rompimento de um cabo de proteção da rede elétrica.
A fragilidade da rede elétrica de Brasília permite antecipar futuros acontecimentos em dias de chuva forte: vai faltar luz. Foi o que aconteceu na última quarta-feira. Embora a precipitação tenha durado somente 20 minutos, foi suficiente para interromper o fornecimento por três horas em toda a Asa Norte. O resultado foram 114 reclamação por falta de energia em praticamente todo o Distrito Federal (veja Quadro). Apesar de parte da população ter ficado no escuro, o principal símbolo da Copa do Mundo, o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, permaneceu totalmente iluminado. Empresários do setor de comércio estão temerosos quanto à distribuição para o restante da cidade durante o Mundial. “Seja em dia de sol, seja em dia de chuva, sabemos que ficaremos sem luz, água ou funcionário”, reclamou o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar), Clayton Machado.
A distribuição da energia e o funcionamento do sistema da CEB serão fiscalizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) in loco até maio. De acordo com a Aneel, incidentes como o que aconteceu na última quarta na Asa Norte podem ocorrer a qualquer momento, inclusive durante a Copa. A agência não cobra da CEB a prevenção dos fenômenos naturais, no entanto, exige que todas as companhias elétricas do país, incluindo a de Brasília, apresentem propostas para melhorar a eficiência no restabelecimento de energia. O presidente do Sindhobar resume o sentimento da categoria. “Não estamos mais com medo do que vai acontecer na Copa, estamos apavorados. Definitivamente, não temos energia, ficar sem luz é recorrente e temos que rezar para dar certo”, afirmou.
Reforço
O Estádio Nacional escapa da ameaça de apagão graças ao reforço no fornecimento para a arena. Uma estação da Companhia Energética de Brasília (CEB) construída ao lado da arena é alimentada por três fontes e tem 30 circuitos, sendo dois deles responsáveis por abastecer o Mané Garrincha. No entanto, a CEB garante que a subestação atenderá as demandas também do Setor Hoteleiro e das regiões mais próximas, como a Asa Norte. “(O apagão de quarta) Foi um caso especial, pois, mesmo com fortes chuvas pela cidade toda, o problema maior ocorreu apenas na região abastecida pelo cabo que se rompeu”, explicou Manoel Clementino Barros Neto, diretor de Operação da CEB.
Segundo o professor do Departamento de Energia Elétrica da Universidade de Brasília (UnB) João Paulo Carvalho da Costa, o sistema é frágil, carente de manutenção e, com a chuva, piora a situação. Em tempos de maior demanda, como a Copa, a probabilidade de a capital ficar às escuras será ainda maior. “Brasília é uma cidade com maior incidência de raios. Isso agrava, mas temos que ter um sistema preparado para aguentar, com a implantação de para-raios, por exemplo. Na Copa, com um consumo maior e, pior, com chuva, as chances são grandes”, disse.
Queixas
Ao todo, a Companhia Energética
de Brasília (CEB) registrou
114 reclamações:
» Nove na região leste: Planaltina, Sobradinho e Paranoá;
» 44 na região oeste (Taguatinga, Ceilândia e Brazlândia);
» 18 na região sul (Gama, Santa Maria, Samambaia, Recanto das Emas e Riacho Fundo);
» 43 na região central (todas as outras localidades).
Por: Camila Costa - Ailim Cabral - Correio Braziliense - 11/04/2014


