Parar o carro em estacionamentos privados é um hábito para a psicóloga Rosane Martinêz, 50 anos. Ontem, quando fazia compras em um hipermercado da cidade, não foi diferente. A vaga escolhida por ela ficava em uma área fechada e era próxima da porta de entrada do estabelecimento. Para ela, tomar esse tipo de cuidado não afasta a sensação de insegurança.
“Nunca aconteceu nada comigo, mas não acredito que estejamos seguros aqui, mesmo pagando por certa segurança. Ao lado de crianças, então, tememos ainda mais”, afirmou Rosane, que estava acompanhada do neto. Ela não encara o problema como algo pontual. “O DF todo passa por isso, não só nos estacionamentos particulares. Até mesmo dentro dos shoppings, os bandidos estão roubando e sequestrando. Está muito complicado”, opinou.
Levantamento da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSPDF) trouxe à tona números dessa realidade. Dos 49 roubos com restrição de liberdade registrados em outubro de 2013, 14 (29%) haviam ocorrido em estacionamentos de shoppings, do comércio de rua, de clubes, de boates e de academias. Em 39 casos (80% dos casos), a vítima estava sozinha.
Mesmo diante de tal cenário, o engenheiro Paulo Resende, 30 anos, tem mais confiança nos estacionamentos privados. “Sei que não estou livre dos incidentes, mas acredito que fico em maior segurança quando opto por parar meu carro em um ambiente fechado, onde cobram para isso”, justificou. Assim como Rosane, ele também jamais foi vítima de qualquer incidente dessa natureza.
A reportagem do Correio percorreu vários estacionamentos particulares de Brasília e constatou que boa parte deles retiraram placas com dizeres informando a desobrigação do local sobre danos em veículos e eventuais incidentes. Porém, alguns ainda mantinham os dizeres, como é o caso de um supermercado localizado na 309 Sul.
Fonte: Correio Braziliense - 14/02
“Nunca aconteceu nada comigo, mas não acredito que estejamos seguros aqui, mesmo pagando por certa segurança. Ao lado de crianças, então, tememos ainda mais”, afirmou Rosane, que estava acompanhada do neto. Ela não encara o problema como algo pontual. “O DF todo passa por isso, não só nos estacionamentos particulares. Até mesmo dentro dos shoppings, os bandidos estão roubando e sequestrando. Está muito complicado”, opinou.
Levantamento da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSPDF) trouxe à tona números dessa realidade. Dos 49 roubos com restrição de liberdade registrados em outubro de 2013, 14 (29%) haviam ocorrido em estacionamentos de shoppings, do comércio de rua, de clubes, de boates e de academias. Em 39 casos (80% dos casos), a vítima estava sozinha.
Mesmo diante de tal cenário, o engenheiro Paulo Resende, 30 anos, tem mais confiança nos estacionamentos privados. “Sei que não estou livre dos incidentes, mas acredito que fico em maior segurança quando opto por parar meu carro em um ambiente fechado, onde cobram para isso”, justificou. Assim como Rosane, ele também jamais foi vítima de qualquer incidente dessa natureza.
A reportagem do Correio percorreu vários estacionamentos particulares de Brasília e constatou que boa parte deles retiraram placas com dizeres informando a desobrigação do local sobre danos em veículos e eventuais incidentes. Porém, alguns ainda mantinham os dizeres, como é o caso de um supermercado localizado na 309 Sul.
Fonte: Correio Braziliense - 14/02

