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O PPCUB e a incoerência de defender o indefensável

É grande a tentativa de pessoas ligadas à atual gestão de tentar menosprezar minha luta pela preservação de Brasília, cidade que praticamente nasci e cresci e desejo permanecer pelo resto da minha vida. Digo isso porque desde que ergui a voz na Câmara Legislativa contra o PPCUB, o plano de preservação da cidade, tenho sofrido ataques de todos os tipos. Isso nunca me incomodou. E sabem por quê?

Eles respaldam-se em práticas da velha política imunda para tentarem justificar atos que, na prática, se contradizem a todos os discursos e blábláblá que a sociedade já cansou de ouvir. Excluem a minha história de luta pela minha cidade e me atacam por ser filha de Joaquim Roriz, e tentam o todo tempo agredi-lo, sendo que não há diferenças entre o que se faz hoje e o que se fez ontem em termos de política habitacional e social.

Se me permitem, há apenas uma diferença: na época de Roriz governador, nada do plano original de Lúcio Costa foi sequer ameaçado. Se não acreditam, perguntem a estudiosos e especialistas em urbanismo que sejam ligados a nossa cidade. Agora vejam o que o atual governo pretende fazer com Brasília: lotear o Eixo Monumental, a beira do lago, criar mais quadras residenciais (a 500 do Sudoeste e a 901 Norte), sendo que nem o Noroeste se dignam a se preocupar. ...

Infelizmente, estou acostumada com leviandades e com essa forma de fazer política que já é ultrapassada. Tantas vezes testemunhei autoridades adversárias que subiam nos palanques e nos trios elétricos para denegrir meus familiares e, pouco tempo depois, ligavam ou mesmo visitavam meu pai para pedir desculpas e até favores. O que dizer de propostas para alianças para as eleições. “Faz parte da política”, cansaram de repetir.

Comigo esta história não vai se repetir. O que penso na minha casa é o que eu penso na tribuna da Câmara Legislativa. E defendo meu pensamento na prática, por acreditar, não por jogo de cena. Estou na luta por Brasília porque é aqui que mantenho os meus vínculos e prezo para que meus filhos, netos e as próximas gerações possam aproveitar como eu aproveitei de cada benefício de morar numa cidade planejada e tombada como Patrimônio Histórico e Cultural da humanidade.

Acredito que quem tenta me atacar por eu querer defender Brasília, no mínimo não tem argumentos para sustentar justificativas sobre as graves agressões que nossa cidade está prestes a sofrer, caso esse projeto maluco seja aprovado. Ninguém aqui, tampouco eu, estamos mais preocupados em dar ouvidos a uma série de bobagens costumeiramente cuspidas por quem hoje, no poder, faz o que sempre criticou. Incoerência tem um lugar reservado na minha agenda de prioridades. E posso garantir que é lá atrás da fila.

Quero dizer que, apesar dos ensaiados discursos falaciosos contra mim e minha família, a luta pela preservação de Brasília vai continuar. E sabem por que? Pelo simples fato de que, como representante da população, cabe a mim defender os interesses de nosso povo. E não de empreiteiros e forasteiros que, a troco não sei de quê (ou sabemos), tentam transformar nossa Brasília num grande canteiro para o mercado imobiliário. Para mim, Brasília não está e nunca esteve à venda. Gostem ou não de meu ponto de vista.

(*) Liliane Roriz é deputada distrital pelo PRTB e presidente da Comissão de Cultura da Câmara Legislativa do DF
 
Fonte: Ascom do gabinete da deputada Liliane Roriz - 19/11/2013

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