A aliança entre a governadora Celina Leão, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a senadora Damares Alves continua sem conhecer derrota nas urnas do Distrito Federal.
Em 2022, o grupo emplacou Damares no Senado, derrotando Flávia Arruda, também ex-ministra e então candidata preferencial do governador Ibaneis Rocha, em uma disputa por apenas uma vaga.
Quatro anos depois, repetiu o feito, desta vez com a eleição de Michelle para o Senado. E o grupo ganhou mais uma integrante: a deputada federal Bia Kicis, que passa a compor essa articulação política. O trio, agora, vira quarteto. E amplia seu espaço no tabuleiro político do DF.
Amigas, amigas. O poder à parte: A força eleitoral das quatro brasilienses, no entanto, terá um teste mais exigente em 2030, quando a atual convergência de interesses poderá dar lugar à disputa por espaços e candidaturas.
Celina Leão deverá entrar na corrida pela única vaga ao Senado, hoje ocupada por Damares. Essa, por sua vez, poderá mirar o Palácio do Buriti, em uma disputa que também tem Bia Kicis e o vice-governador Gustavo Rocha entre os nomes cogitados.
Até lá, o quarteto terá tempo para administrar a convivência entre ambições que hoje cabem sob o mesmo guarda-chuva político. Porque uma coisa é somar forças para vencer eleições; outra, bem diferente, é decidir quem fica com cada pedaço do poder.
Quem fica, quem dança: Depois da esfola-mata eleitoral, os integrantes do GDF aproveitam o último feriadão para recarregar as baterias antes de uma nova maratona: a montagem do próximo time. Nos bastidores, já há movimentação em torno de mudanças em secretarias estratégicas e uma promessa que pode redesenhar o organograma do poder: paridade entre homens e mulheres nas secretarias e nos cargos de comando. Os nomes, por enquanto, seguem guardados a sete chaves. Mas, em política, quando começa a dança das cadeiras, nem todo mundo fica sentado até o fim. É o feriadão da ansiedade.


