Celina Leão (PP) declarou, após a confirmação do segundo turno eleitoral neste domingo (4/10), ao comemorar em seu comitê, que a nova etapa da disputa exige a consolidação do "voto útil" para reunir as forças de oposição ao PT. A candidata à reeleição ressaltou que o objetivo principal é construir uma convergência de apoios entre os eleitores que buscam evitar a vitória da candidatura liderada por Leandro Grass (PT).
Ao detalhar a estratégia de alianças políticas, Celina apontou que a união entre os campos de centro e direita é um movimento natural para a nova etapa das urnas, numa busca de nacionalizar as eleições da capital federal em prol de um objetivo.
“Agora é a hora de ter o voto útil. É o voto útil. O Brasil, eu acho que quem votou no Caiado, quem votou no Zema, quem votou no Cury, vão se juntar. E eu acho que aqui é também natural essa aliança”, afirmou a governadora sobre a busca por eleitores de outras correntes políticas. A candidata acrescentou que busca integrar formal e informalmente partidos e lideranças que mantêm oposição declarada à chapa petista no Distrito Federal.
Sobre o resultado do primeiro turno, Celina avaliou que a vitória esteve muito próxima de ser selada de forma direta, mas expressou gratidão ao eleitorado e celebrou a marca de ser a mulher mais votada da história da capital.
“É isso aí, trabalhar, né? Eu acho que Deus sabe todas as coisas. Eu tô muito feliz de a gente ter tido muito voto, né? Então quase, foi quase, quase, mas Deus sabe todas as coisas, é trabalhar, trabalhar, trabalhar. Eu nunca tive preguiça de trabalhar, né?”, destacou a candidata.
Segundo a governadora, embora um resultado definitivo em turno único permitisse dar continuidade imediata às entregas e ações de gestão do governo, a ida ao segundo turno será enfrentada com ritmo intenso de trabalho e mobilização de rua. Ela acrescentou ainda que recebia o resultado com muita honra ao reforçar o orgulho de compor a liderança do Executivo local como mulher.
Na articulação política regional, a governadora também celebrou a eleição de duas aliadas para o Senado Federal. Celina ressaltou que conversou por telefone com Bia Kicis (PL) e Michelle Bolsonaro (PL) para organizar a comemoração conjunta do resultado legislativo e apontou que a disputa para o Senado também superou instabilidades durante a caminhada.
Ao comentar o papel dos levantamentos prévios, a candidata destacou que as pesquisas indicavam indefinição e margem de erro, ressaltando que, diante da decisão das urnas, a equipe seguirá totalmente mobilizada para o trabalho no segundo turno.



