test banner

Varejistas com problemas mostram que economia será tema forte na campanha

Varejistas com problemas mostram que economia será tema forte na campanha

Parece que estamos vivendo tempos como os da campanha eleitoral de Bill Clinton contra George H.W. Bush. Foi James Carville, um assessor de Clinton, quem criou a frase “É a economia, estúpido!”, para mostrar aos eleitores que as coisas estavam mal no governo do adversário. Hoje, a frase está aí, de bandeja, para quem quiser tirar esse governo. Hoje, 9,1 milhões de empresas estão inadimplentes e 82% das famílias estão endividadas. As Casas Bahia, com quase 300 lojas, estão em recuperação judicial, e tem mais: o Grupo Marabraz, com 130 lojas fechando, a Tok&Stok. O varejo entrou em crise porque as pessoas não têm dinheiro para comprar, estão endividadas. A demanda cai e começa um círculo vicioso. O governo, para piorar, impõe burocracia para dificultar o trabalho e cobra muito imposto. As grandes empresas, então, se mudam para o Paraguai.

O governo está pagando R$ 1 trilhão por ano de juros – ou seja, dinheiro jogado fora – porque se endividou, porque gasta muito e não presta bons serviços públicos, apesar de arrecadar muito com impostos. O que significa R$ 1 trilhão em juros? São duas Petrobras. A demanda cai, o crédito está caro e o PIB está virado para baixo, começou a cair agora. Como diz um ex-presidente do Banco Central, a situação de Lula 3 está mais para Dilma 3. É a economia.

Confusão com afastamento de presidente do TCE do Maranhão só aumenta: O caso do Maranhão está pior do que se pensava. Começou com Flávio Dino afastando o presidente do Tribunal de Contas do Estado, que é sobrinho do governador. No meio disso está a história de um sujeito condenado por matar João Bosco Sobrinho, em um centro comercial lá de São Luís, em agosto de 2022. O assunto foi para o Superior Tribunal de Justiça, aqui em Brasília, porque envolve um desembargador que teria oferecido dinheiro para ver se esse condenado ficava calado, sem entregar ninguém. Pois agora esse condenado conta que frequentava o gabinete do governador desde o tempo em que ele era vice-governador; tinha até vaga marcada no estacionamento do Palácio dos Leões. Disse, ainda, que o dinheiro era de propinas, ou seja, de corrupção.

O governador agora está pedindo para o Supremo cancelar a decisão em que Dino afastou por 180 dias o presidente do TCE. Mas vejam que belo exemplo, esse do presidente do Tribunal de Contas do Maranhão. Que me desculpem os inocentes dos TCs, mas temos visto cada uma nesses Tribunais de Contas, que muitas vezes se tornam um lugar para colocar político que não foi reeleito.

A propósito disso, lembro de António de Oliveira Salazar, que foi ditador de Portugal por 36 anos. Ele era solteirão, só tinha uma irmã. Mas tinha sobrinhos. Sobrinho em italiano é nipote, mas Salazar nunca praticou nepotismo, pelo contrário: ele proibiu o Estado português de ter qualquer negócio com o sobrinho. Mas aqui é o sobrinho do governador, é o Lulinha, filho do presidente... todos metidos em escândalos.

Lula dá desculpa esfarrapada para não ir a debate: A Band e o Estadão estão organizando debates em parceria, e marcaram um para este domingo, entre os candidatos à Presidência da República. Lula mandou dizer que não vai, e a desculpa dele é que convidaram candidatos cuja presença não era obrigatória. Vejam só como é a burocracia: é obrigado convidar candidatos de partidos com cinco ou mais deputados federais, caso de Ronaldo Caiado e Augusto Cury; mas, se o partido não tiver cinco deputados, seu candidato não precisa ser convidado. Isso não quer dizer que seja proibido convidar. O Novo não tem cinco deputados, mas convidaram Romeu Zema para o debate. O Missão também não tem, mas convidaram Renan Santos. Por causa disso, Lula disse que não vai, e Flávio Bolsonaro disse que, se Lula não for, ele também não vai, porque não quer ficar debatendo com os outros. Isso só vai valorizar ainda mais a cobertura da campanha e a troca de ideias pelas redes sociais, e vai derrubar a importância da televisão na campanha eleitoral – com exceção, claro, de quem ainda está mais apegado aos meios mais tradicionais, que são só de informação, não são de comunicação.



Alexandre Garcia - (Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo/Arquivo)
( Vídeos ~~~)








Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem