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CBF é apontada como principal responsável pelo fracasso do Brasil na Copa do Mundo de 2026

CBF é apontada como principal responsável pelo fracasso do Brasil na Copa do Mundo de 2026

CBF é apontada como principal responsável pelo fracasso do Brasil na Copa do Mundo de 2026Em 2026, o Brasil chegou à Copa do Mundo com a missão de encerrar o maior jejum de títulos de sua história em Mundiais (empatado até então com o período entre 1970 e 1994). O cenário lembrava o do Tetra: ciclo conturbado, ausência de padrão tático e uma equipe sem grandes estrelas. Porém, em 1994, o Brasil contava com Romário e tinha “culhão” dentro de campo. O time de 2026 possuía qualidade para ir além e até conquistar o troféu, mas nunca transmitiu confiança para isso. Mas fique tranquilo, pois neste texto não vou falar apenas dos jogadores, mas sim da maior responsável por essa confusão: a CBF.

Logo após o fracasso na Copa de 2022, o Brasil passou todo o ano de 2023 com treinadores interinos, sem desenvolver um trabalho tático consistente e desperdiçando uma geração de jogadores que, mesmo não sendo excelente, ainda tinha bons nomes. Ramon Menezes e Fernando Diniz, treinadores que possuem suas qualidades, mas nunca tiveram condições de assumir a Seleção Brasileira. Enquanto isso, o então presidente Ednaldo Rodrigues gastava com o cartão corporativo da CBF e aproveitava os “mimos” oferecidos pelos patrocinadores da Seleção (te lembra algo, não é mesmo?)

Quando percebeu que a narrativa de que Carlo Ancelotti deixaria um projeto sólido no Real Madrid para assumir o cargo na Seleção Brasileira não convenceria, Ednaldo tentou levar a situação um pouco mais a sério e contratou Dorival Júnior (sim, não é brincadeira).

Dorival pode até ter seus méritos, mas acredito que até ele sabe que não tem o perfil para comandar a Seleção Brasileira, e o desfecho era previsível meses antes, mesmo com alguns períodos de ilusão. O resultado: mais um ano desperdiçado. Em meio à crise na CBF, e sendo dispensado do Real Madrid, Carlo Ancelotti aceitou sem problemas os cinco milhões de reais por mês da CBF para tentar realizar um milagre e transformar um grupo de jogadores marcados por fracassos em campeões.

Para azar (ou sorte) de Ednaldo, ele saiu do cargo antes mesmo de ver o resultado de sua “obra” de “erros”. Não sem antes entregar os cofres da entidade para a família Mendes e outros. Em seu lugar, Samir Xaud, um desconhecido que nem era reconhecido no futebol de Roraima, sua terra natal, foi escolhido para dar um “banho de loja”. O resultado? Xaud também abusou do cartão corporativo da entidade enquanto a Seleção Brasileira fracassava em campo.

A realidade é que a CBF nunca se preocupou de verdade com o futebol brasileiro. Nunca tratou o esporte de maneira profissional e séria. Mas o Brasil conquistou cinco títulos mundiais em uma época em que só o talento era suficiente. Em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, o Brasil tinha gerações de jogadores talentosos que decidiam os jogos por conta própria.

A tática pouco importava, o preparo físico até era relevante, mas era secundário, e o fundamental era ter os melhores jogadores em campo. Só que, no futebol do século 21, apenas qualidade técnica não é suficiente. Já pensaram que são duas Copas seguidas em que o Brasil entra em campo sem laterais minimamente competentes e sem um tradicional “camisa 10”, como Odegaard, da Noruega, que dominou o meio-campo no jogo de hoje? Já refletiram que, desde Ronaldo, não formamos um grande centroavante? Já perceberam que sempre somos superados na base da estratégia de jogo?

Não é azar, é falta de gestão. A CBF deixou de olhar para a formação dos nossos jogadores (na verdade, nunca se preocupou, sempre pensou apenas no resultado final). Os clubes não são incentivados a formar atletas nas posições onde a Seleção mais precisa e não sabemos desenvolver os talentos que surgem (vejam o que aconteceu com Endrick ao longo do ciclo).

O Brasil pode até ter a “sorte” de Ancelotti (sim, ele segue até 2030) acertar durante o próximo ciclo e encontrar um jeito de conquistar o tão sonhado hexa. Mas a verdade é que o Brasil está muito mais próximo de se tornar uma nova Itália no futebol internacional do que de voltar ao topo da arrogância.

Resumindo, o que quero dizer neste texto é simples: enquanto a CBF continuar do jeito que está, podemos até conquistar outro título mundial na “sorte”, mas jamais voltaremos a ser o “país do futebol”


Samir Xaud, novo presidente da CBF, em cerimônia oficial 


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