Vi a entrevista que a Antonia Fontenelle fez com o Anthony Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro, que deve estar bem enfronhado nas questões do Banco Master. Garotinho falou sobre as brigas entre banqueiros, contando que um deles quis comprar o Master, mas mandou investigar o banco e descobriu que a instituição valia R$ 1.
Aliás, não valia R$ 1. Outro banqueiro assumiu tudo por R$ 1. Ele ficou sabendo de tudo, tinha tudo na mão. O Garotinho sugere que foi esse banqueiro que vazou informações. Ainda bem, porque às vezes é por esses caminhos que a Constituição é obedecida. O artigo 37 diz que o serviço público é caracterizado pela publicidade.
O público, que é o dono da nação, a serviço do qual existe o Estado, com seus Três Poderes, tem o direito de saber o que os seus servidores estão fazendo com dinheiro público ou não, quais são as suas atitudes, são merecedoras de crédito, ainda mais se alguém é juiz do Supremo Tribunal Federal (STF). Foi muito bom isso.
Aliás, por falar nisso, ficamos sabendo que nem terminou o governo Lula (PT) e o cartão corporativo está em R$ 1,4 bilhão. O ex-presidente Jair Bolsonaro, no governo inteiro, gastou no cartão corporativo R$ 41 milhões. Ou seja, 3% dos gastos de Lula até agora.
Brasil é um dos países em que menos se trabalha no mundo: O Senado da Argentina deve aprovar as modificações feitas pela Câmara na reforma trabalhista. O presidente argentino Javier Milei deve sancionar o projeto ainda nesta semana. Sabe quanto os argentinos vão trabalhar por semana? 48 horas. O Brasil quer diminuir de 44 horas para 36.
A manchete da Folha de S.Paulo, deste domingo (22), trouxe dados da Fundação Getúlio Vargas, mostrando que o Brasil é um dos países que menos trabalha no mundo. A média mundial, em 160 países, é de 42,7 horas, ou seja, 42 horas e 42 minutos por semana. No Brasil, a média é de 41 horas e 6 minutos.
O Brasil trabalha menos do que o resto do mundo e quer trabalhar menos ainda. Claro que vamos produzir menos riqueza. Claro que vamos gerar mais lazer. Claro que, durante o lazer, o pessoal enche a cara e briga, vai ter problema. É sobre isso que o Congresso deve decidir.
Redução da maioridade penal: Falamos da redução da maioridade penal. Um menino de 11 anos, adotado, matou o pai adotivo a tiros. O pai adotivo mandou ele dormir, ele não foi, continuou com o videogame. O pai tirou o videogame do filho e colocou no cofre. O menino descobriu a chave do cofre, o abriu para pegar o jogo durante a noite e achou lá um revólver.
Pegou o revólver, foi ao quarto do pai e o matou a tiros. Eu vi as fotos, o menino está algemado pela polícia. O crime aconteceu nos Estados Unidos. Na Suécia, estão lutando também no Parlamento para reduzir a maioridade penal de 15 para 13 anos. Com essa idade o sujeito já sabe se está fazendo bem ou mal.
Ministério da Saúde precisa explicar aumento de infarto em jovens: Um levantamento em Goiás revelou que casos de infarto em jovens triplicaram. Está na hora de o Ministério da Saúde informar a sociedade qual é o ponto comum de tantas mortes de jovens. Estão escondendo o quê?
Ainda há um longo caminho na pesquisa sobre polilaminina: O neurologista Regis Tavares falou sobre polilaminina. Laminina é uma proteína. A polilaminina é uma proteína um pouquinho diferente, que, digamos, asfalta o caminho dos estímulos nervosos.
Tavares afirmou que em oito casos houve seis recuperações parciais ou totais após as aplicações feitas pela bióloga e pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela relatou que perdeu a patente internacional do produto, entre 2015 e 2016, porque no governo Dilma Rousseff (PT) não havia dinheiro para manter a proteção.
Não é um milagre, não sabemos qual é a dosimetria: se basta uma dose, ou por quanto tempo o efeito dessa primeira dose vai durar, ou se são necessárias mais doses, qual é o número de doses que é seguro, quais são as consequências, que medidas complementares devem ser adotadas.



