Radicais sem cérebro dispensáveis
ao país
*Por Circe Cunha e Mamfil
Para os que buscam o bom senso e o
equilíbrio entre opostos e as vicissitudes da vida, o melhor caminho a seguir é
aquele situado no meio, no qual se pode observar, com mais justeza e
equidistância, as nuances de cada lado da estrada. O filósofo de Mondubim
costumavam ressaltar essa posição com o ditado: “Nem tanta fome ao pão, nem
tanta sede ao vinho.” Sintetizado numa palavra, seria a tal da temperança,
qualidade difícil de ser encontrada hoje nos homens públicos desse país.
Por meio dessa virtude, que muitos
consideram inata, é possível ao indivíduo manter-se tranquilamente sempre
dentro de seus limites éticos, o que o torna naturalmente protegido contra
todos os tipos de tentações desse mundo. Fora dessa qualidade, o que se tem é o
vício do radicalismo, que reduz no indivíduo a capacidade de enxergar o mundo
em volta de si, conduzindo a uma posição de miopia, obrigando-o a perceber
somente o que deseja, da maneira como quer.
O Brasil, que já experimentou
nessas últimas décadas o sabor amargo do radicalismo de esquerda, com todas as
suas consequências ainda bem visíveis, passa agora a ter que conviver e aturar
o outro lado da moeda, em que pululam, com mesmo ardor irracional, os radicais
de direita. Invasões de terra, facadas, mortes mal explicadas, cuecas cheias de
dinheiro, apartamentos para abrigar notas de R$100, fugas ensandecidas, apoio à
doação para governos antidemocráticos, autoridades que, ao discursar para
outros países, deixavam — e deixam — os tradutores de cabelo em pé e radicais
em êxtase.
De nada adiantaria qualificar
esses radicais, de um lado e de outro, de insanos ou de massa de manobra, ou
qualquer outro epíteto negativo. São o que são e vivem dessa ilusão, como um
leitmotiv de suas existências vazias. É o que sempre se soube: quem não
constrói seu porto seguro interno, vai buscar em outrem onde lançar as âncoras
de seu barco.
Com isso, novamente as cenas se
repetem, mesmas pregações, com sinais trocados, os mesmos insultos e agressões,
tudo placidamente ignorado pelo governo de turno e seu grupo de apoio
ideológico, como era feito no passado. O vermelho cedeu lugar ao verde-amarelo,
sequestrado inescrupulosamente da bandeira nacional. As recentes agressões ao
pessoal da saúde, que fazia um movimento silencioso na Esplanada dos Ministérios,
seguidas de carreata pregando o fechamento do Congresso Nacional, do Supremo e
pela volta dos militares ao poder deram a deixa para que jornalistas fossem
também agredidos. O acampamento formado por simpatizantes do atual governo,
armado em frente ao Congresso Nacional e pregando abertamente o extermínio da
esquerda é apenas o mais do mesmo. Um dejá vu.
Travestidos de paramilitares,
esses arruaceiros pretendem arregimentar um grande número de “novos
insurgentes” para treiná-los em técnicas de revolução não violenta e
desobediência civil, técnicas de estratégia, inteligência e investigação,
organização e logística de movimentos contrarrevolucionários, entre outras
táticas de agitação. Trata-se, a exemplo do antigo exército de Stédile, de um
grupelho do tipo Brancaleone, no qual, além das trapalhadas de praxe, podem
provocar ainda mais ruídos e desentendimentos nesse governo já, por si só,
instável e belicoso.
*****
A frase que foi pronunciada: “Nós deveremos ser lembrados na história como a
mais cruel e, portanto, a menos sábia geração de homens que jamais agitou a
Terra: a mais cruel em proporção à sua sensibilidade, a menos sábia em
proporção à sua ciência. Nenhum povo, entendendo a dor, tanto a infligiu;
nenhum povo, entendendo os fatos, tão pouco agiu com base neles.” (John Ruskin, escritor e desenhista.)
Solidariedade » Contribuintes têm até o dia 30 de junho para
entregar a declaração do Imposto de Renda. Uma oportunidade de praticar a
solidariedade em comunidades afetadas pela pandemia. Contribuintes têm até o dia 30 de junho para
entregar a declaração do Imposto de Renda. Uma oportunidade de praticar a
solidariedade em comunidades afetadas pela pandemia. Veja a seguir como
fazer. Imposto Solidário: doações contribuem com comunidades afetadas
pela pandemia. Menos de 3% das pessoas destinam o imposto a instituições
sociais. Site ensina passo a passo de como destinar o imposto para instituições
sociais
O período para entrega da declaração do Imposto de
Renda (IR) foi estendido até o dia 30 de junho no Brasil, devido à pandemia do
novo coronavírus (Covid-19). O compromisso, que pode ser visto por muitos
brasileiros como burocracia, também é uma oportunidade de praticar a
solidariedade. Por meio da declaração, os contribuintes podem destinar até 3%
do imposto para instituições e projetos de alto impacto social. Até o momento a
Receita Federal recebeu apenas 35% das declarações.
Segundo dados da Receita Federal, menos de 3% dos
contribuintes fazem doações com o Imposto de Renda. Como a grande maioria da
população não conhece os benefícios de destinar, esse ano as instituições temem
que esse número seja ainda menor. “O dinheiro do contribuinte já seria pago ao
governo de qualquer maneira, e o imposto solidário abre portas para que ele
possa destinar para um projeto que conhece e ainda acompanhar como o valor é
aplicado. O mais interessante é que o valor retorna ou é abatido para a pessoa
na restituição em 2020 ou no próximo ano”, explica o gerente de Parcerias e
Marketing do Marista Escolas Sociais, Rodolfo Schneider.
Segundo o especialista, se a pessoa tiver imposto a
restituir, o valor doado é acrescentado ao montante (calculado já no sistema da
Receita) e ele o recebe no período de restituição. Se o contribuinte tiver
imposto a pagar, o valor doado é descontado do débito.
Site ensina passo a passo de como doar: Com a intenção de explicar o passo a passo para efetuar uma
doação via imposto de renda, o Marista Escolas Sociais, que atende mais de 7
mil crianças, adolescentes e jovens em 20 Escolas e Unidades Sociais nos
Estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, preparou um site detalhando
todas as etapas. Ao acessar impostosolidario.org.br,
o contribuinte pode entender todos os processos e conhecer instituições que
poderão ser beneficiadas.
Educação é uma das áreas impactadas: Um dos projetos disponíveis para receber os recursos via
Imposto de Renda é o “Educação – O futuro é para todos”, que beneficia mais de
2 mil crianças, adolescentes e jovens de 0 a 17 anos. A iniciativa oferece
educação gratuita em cinco escolas sociais localizadas em áreas de
vulnerabilidade social na Zona Leste de São Paulo, Santos e Ribeirão Preto.
As doações podem promover a expansão de
laboratórios, projetos de educomunicação, capacitação de educadores,
revitalização de espaços e melhorias no acervo das bibliotecas. Mais de 40% das
famílias atendidas nos locais estão abaixo da linha da pobreza e vivem do
trabalho informal, sendo fortemente atingidas pela pandemia do coronavírus.
Durante o período de isolamento social, as Escolas
Sociais têm promovido atividades para todos os alunos, de acordo com a
realidade de cada família, sendo disponibilizadas de forma impressa e retiradas
na escola ou enviadas via redes sociais e whatsapp. Para o aluno Gustavo
Henrique do Nascimento Santos, de 14 anos, estudante do Marista Escola Social
Irmão Lourenço, na Zona Leste de São Paulo, as atividades têm ajudado a
manter a rotina. “Tem sido muito bom. O plantão dos professores tem ajudado
bastante, é muito importante termos essa oportunidade”, revela.
Marista Escolas Sociais: Marista Escolas Sociais atende gratuitamente
7700 crianças, adolescentes e jovens por meio de 20 Escolas Sociais,
localizadas em cidades de Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Os alunos
atendidos nas Escolas Sociais têm acesso a uma educação de
qualidade e gratuita que vai desde a educação infantil até o ensino médio, além
de projetos educacionais e pedagógicos que acontecem no período contrário às
aulas. https://maristaescolassociais.org.br/
Mãos pelos pés: Faz tempo que
essa coluna insiste na peçaneta. Felizmente começaram a trocar as mãos pelos
pés. Veja a seguir projetos populares de PVC para que ninguém toque no recipiente
de álcool em gel quando for usá-lo. Veja também o que a Associação Nacional dos
Inventores criou para aumentar a higiene em hospitais. (Vídeos - 02)
(*) Circe Cunha – Coluna: “Visto,
lido e ouvido” – Ari Cunha – Correio Braziliense
Tags
BRASÍLIA - DF



