“Temos
muito a fazer”, diz José Humberto, novo secretário de Governo. Ao Metrópoles,
novo integrante do primeiro escalão afirmou que pretende ser um elo dentro da
administração: "A população tem pressa",
Após seis meses de gestão e convencimento, o governador Ibaneis Rocha
(MDB) oficializou a indicação de José Humberto Pires de Araújo para
ocupar a recém-criada Secretaria de Governo do Distrito Federal. Com a
definição, ele deixa o cargo informal de conselheiro e passa a ser o que
próprio emedebista classificou como “primeiro-ministro”, uma espécie de
“gerente-geral” do GDF.
O namoro entre o futuro “gerentão” e o Palácio do Buriti começou em
novembro do ano passado, logo após as eleições, mas questões familiares fizeram
com que o novo secretário adiasse aceitar o convite para o posto, o mesmo
ocupado por ele em 2009, na gestão de José Roberto Arruda (PL). A nomeação de
José Humberto está em edição extra desta quarta-feira (19/06/2019) do Diário
Oficial do Distrito Federal (DODF).
Ao Metrópoles, José Humberto Pires afirmou que pretende “ser um elo
entre os diversos atores da administração”, mas reconheceu as carências
acumuladas nas cidades: “A população tem pressa, não quer saber quem deixou de
fazer”, disse.
Confira a
conversa:
Metrópoles:
Desde que o governador Ibaneis assumiu o GDF, ele tem investido no seu nome
para ocupar a Secretaria de Governo. Por que apenas agora deu certo? José
Humberto: Tive que resolver questões de ordem pessoal e empresarial. Não
foi fácil deixar a empresa e convencer a família, porque o trabalho no governo
exige muito. Mas eu nunca me furtei em colaborar, desde a transição, e como
secretário-executivo do Conselho Executivo de Políticas Públicas, buscando
facilitar questões que permeavam várias secretarias como o SOS-DF, quando
realizamos mais de 60 mil ações e intervenções em todas as cidades do Distrito
Federal. Eu fiquei muito feliz com o resultado, com a união de todos em torno
de objetivos comuns. Também participamos da criação do programa GDF Presente,
que está descentralizando os serviços de reparos emergenciais para que o
atendimento ao cidadão seja feito de maneira mais rápida e eficiente. Agora que
as questões pessoais e empresariais estão resolvidas decidi aceitar o convite
para fazer parte do governo como secretário, o que faço com muita honra e
satisfação, porque acredito no projeto do governador Ibaneis
O senhor
ficou conhecido como “gerentão” e até como “tocador de obras” quando ocupou
cargos no Executivo. Nesta nova fase dentro do GDF, o senhor também atuará
nessas frentes? Qual será seu papel dentro do governo Ibaneis? Eu sou um
executivo. Eu procuro ser um elo entre os diversos atores da administração. Na
verdade, busco facilitar as ações de todos que, de alguma forma, estão
envolvidos com os projetos. Eu gosto de realizar, de ver projetos tomando
forma. É isso que o governador Ibaneis pediu que eu fizesse; vamos unir os
esforços de todas as secretarias, órgãos e empresas em benefício do cidadão.
Este será o nosso foco.
Com seis
meses de gestão, os problemas ainda são visíveis, principalmente na saúde,
transporte e infraestrutura de algumas regiões.
Por onde começar? Eu não gosto de reclamar dos problemas. Prefiro buscar soluções. O Distrito Federal apresenta carências acumuladas pelos anos, mas a população tem pressa, não quer saber quem deixou de fazer algo e elegeu quem ela acredita que vai resolver. E nós vamos resolver. Seis meses de governo é um prazo muito curto e mesmo com o muito que já foi feito – não me lembro de um governo com tantas ações em tão pouco tempo – as carências são imensas. Veja a saúde: todas as UPAs estão reformadas, novinhas, mais de 600 novos médicos, enfermeiros e técnicos já estão trabalhando, outros 2.400 começam nas próximas semanas. Mesmo assim temos muito a fazer é, devagar, a saúde vai mostrar resultados. O caso de Vicente Pires também é exemplar: não havia um projeto para resolver os problemas da cidade, as chuvas foram inclementes, mas o governo foi lá, arrumou os projetos e está resolvendo o problema definitivamente. É assim que vamos trabalhar.
Por onde começar? Eu não gosto de reclamar dos problemas. Prefiro buscar soluções. O Distrito Federal apresenta carências acumuladas pelos anos, mas a população tem pressa, não quer saber quem deixou de fazer algo e elegeu quem ela acredita que vai resolver. E nós vamos resolver. Seis meses de governo é um prazo muito curto e mesmo com o muito que já foi feito – não me lembro de um governo com tantas ações em tão pouco tempo – as carências são imensas. Veja a saúde: todas as UPAs estão reformadas, novinhas, mais de 600 novos médicos, enfermeiros e técnicos já estão trabalhando, outros 2.400 começam nas próximas semanas. Mesmo assim temos muito a fazer é, devagar, a saúde vai mostrar resultados. O caso de Vicente Pires também é exemplar: não havia um projeto para resolver os problemas da cidade, as chuvas foram inclementes, mas o governo foi lá, arrumou os projetos e está resolvendo o problema definitivamente. É assim que vamos trabalhar.
Por Caio Barbieri – Foto: GS1 Brasil /Flikr -
Metrópoles
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