Mais escolas
militarizadas - Ibaneis Rocha se reúne com
ministro da Educação, Ricardo Vélez, para pedir apoio financeiro ao projeto
implantado no início deste ano.
A ideia é que
sejam 40 colégios com gestão compartilhada até o fim de 2019. De
acordo com o GDF, o modelo brasiliense pode servir para outras regiões do país
Aumentar
o número de escolas militarizadas continua como prioridade do governador do
Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Ontem, ele se reuniu com o ministro da
Educação, Ricardo Vélez, e pediu ajuda para ampliar o modelo de gestão
compartilhada nas escolas do DF. Atualmente, quatro colégios contam com
profissionais da Polícia Militar para administrar a disciplina. O desejo de
Ibaneis é que, no primeiro semestre, a iniciativa seja aplicada em 20 escolas.
Até o fim do ano, o número chegaria a 40.
A
ideia é que o MEC forneça investimentos para bancar as novas escolas com gestão
compartilhada. O custo é de R$ 200 mil anuais por unidade (R$ 8 milhões, caso o
número de colégios chegue, de fato, a 40). Com o auxílio, o GDF forneceria ao
governo federal um projeto com a metodologia utilizada nesses colégios, para
que fosse aplicada em outras unidades da Federação. O governador estava
acompanhado do secretário de Educação, Rafael Parente, e do secretário de
Segurança Pública, Anderson Torres.
Segundo
Ibaneis, o ministro foi receptivo com a proposta, mas ainda analisará se a
verba, de fato, será destinada ao DF e qual será o valor concreto. Para a
avaliação, técnicos do GDF elaborarão um projeto a ser encaminhado para o MEC
ainda nos próximos dias. “Eu tenho muita esperança de que os estados sejam
apoiados pelo Distrito Federal, agora com essa nova proposta de educação”,
comentou Ibaneis.
O
governador tem pressa para aplicar a metodologia em outros colégios e defende o
modelo em vigor nas quatro escolas daqui. “Vamos apresentar o nosso modelo para
o ministério e queremos fazer isso o mais rápido possível. Com a aprovação do
MEC, eu conseguiria ter em 30 dias a ampliação para os 20 colégios e
chegaríamos a 40 até o fim do ano.”
Legislação
O
governador ressaltou que buscará auxílio para realizar a mudança na legislação,
mas que, caso isso não ocorra, o projeto não ficará parado. “Se eu não
encontrar apoio para modificação da legislação, vou fazer da minha maneira.
Agora, se é uma parceria, e a educação também é obrigação da União, eu tenho de
vir buscar apoio”, justificou.
Ibaneis
disse que quer utilizar na ampliação a mesma metodologia aplicada nas
escolas-piloto e não um modelo que venha do governo federal. “Houve uma
aprovação muito grande da população, pudemos verificar isso por meio de
pesquisas. Então, acho que o Distrito Federal não precisa enfrentar mais
nenhuma nova modificação.”
O
secretário de Educação afirmou que o governo quer demonstrar que o modelo pode
funcionar em um número maior de escolas. “Existe a crítica de que esse método
só funcionaria em poucos colégios, mas nós queremos mostrar que esse modelo
pode ser apresentado para, com poucas alterações, ser utilizado em outros
municípios.”
Alexandre de
Paula – Foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press – Correio Braziliense
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