Em carta entregue a
Rollemberg, partido pede descentralização de ações para administrador regional
Descentralizar as ações do Governo do
Distrito Federal é o ponto principal de uma série de 37 ações sugeridas ao
governador Rodrigo Rollemberg pelo PSD. O ofício, assinado pelo presidente do
partido no DF e deputado federal Rogério Rosso, foi apresentado na reunião do
conselho político e discutido ponto a ponto.
“São ações e
propostas que entendemos como fundamentais para que o Distrito Federal volte a
crescer e para que consiga superar essa crise financeira, que está clara”,
argumentou Rosso. Ele disse que o governador recebeu bem as propostas. Entre
elas, está a construção de hospitais em São Sebastião, no Recanto das Emas e em
cidades goianas do Entorno. Agilizar a emissão de alvarás e licenças
também está entre as propostas do partido.
Dar
autonomia, tanto financeira quanto administrativa, para as regiões, é a questão
central das sugestões do PSD, conforme Rosso. “Defendemos a criação de um fundo
para as administrações regionais, formado pelos pagamentos de impostos, como o
IPTU, por exemplo”, conta ele, que governou o DF por oito meses em 2009.
Na avaliação
do PSD, parte dos impostos pagos pelos moradores devem ficar nas próprias
regiões administrativas. “A partir daí, a própria comunidade, por meio de um
conselho comunitário, decidiria quais as prioridades para a cidade”, explica o
deputado federal.
Boa
recepção
O secretário
de Relações Institucionais e Sociais, Marcos Dantas, disse que o governo
acolheu o que o PSD sugeriu e que as propostas serão objeto de estudo. “Quando
governador recepciona essas sugestões com naturalidade mostra que
valoriza o conselho político”, argumenta Dantas, para quem o partido que está
na coligação que elegeu Rollemberg desde o início “tem muitas propostas
interessantes”.
Nas palavras
do secretário, que também preside o PSB no DF, “são propostas concretas, para
ajudar na governança”.
De bem
com a base
Nesta
semana, o governador Rodrigo Rollemberg reuniu os partidos que formaram a
coligação que o fez vencedor das eleições: SD, PDT e PSD. A promessa é de que
os encontros com os partidos sejam semanais: sempre às segundas-feiras, logo pela
manhã.
Segundo
Rogério Rosso, na primeira reunião do conselho político, Rollemberg reconheceu
que ficou distante da articulação política nos primeiros seis meses de governo.
“O governador disse que não esperava uma situação financeira tão difícil. Isso fez
com que ele escutasse pouco os partidos e os parlamentares”, contou o deputado
federal.
Rosso
defende que, das próximas reuniões, participem também os partidos que se
juntaram ao grupo político no segundo turno das eleições. E também aos partidos
dos deputados distritais que se declaram base de governo. “Quanto maior o
debate, melhor”, justifica Rosso.
Agenda
aberta
A crise com
a base aliada na Câmara Legislativa - e a saída da presidente da Casa, deputada
distrital Celina Leão (PDT) - foi o estopim para que o governador
retomasse o diálogo com os partidos que participaram da coligação original em
2014.
Com a falha
na articulação política identificada pelo próprio Poder Executivo, Rollemberg
abriu a agenda para os partidos políticos. Nos últimos dias, deputados
distritais têm tido vaga cativa no principal gabinete do Palácio do
Buriti. Hoje, às 8h30, por exemplo, está prevista na agenda do governador uma
reunião com membros do PDT e com a equipe de Governança.
Fonte: Jornal de Brasília - Com: Millena Lopes
