Jô Soares respondeu aos ataques e ameaças que
recebeu quase uma semana depois de entrevistar a presidente Dilma Rousseff no
"Programa do Jô".
O apresentador, que teve a rua de seu apartamento
pichada com a frase "Jô Soares, morra", manifestou-se pela primeira
vez na madrugada dessa quinta-feira (25)... "Falei 'ainda bem que não tem
data' (a ameça). Aquilo só fez assustar as crianças do bairro, que tem dois
colégios na minha rua. Eu tive de explicar porque deu medo. Falei que era coisa
de torcida de futebol porque elas aprontam. Quero agradecer demais a todas as
manifestações de solidariedade", falou.
"Não tenho segurança"
"Pelo amor de Deus, isso é totalmente
fascismo. Todo mundo tem o direito de falar. Tem uma frase famosa do Voltaire
que diz 'sou contra tudo isso o que ele está falando, mas defendo até o fim o
direito dele de dizê-las'. Também corre o boato que eu reforcei minha
segurança, mas eu não tenho. Não ando com segurança. Espero que não tenha por
quê. Não estamos vivendo em um clima de Estado Islâmico."
Ditadura
Ele também se lembrou do período da ditadura,
quando morava em uma vila, e encontrou sua casa vandalizada com menções
ameaçadoras. "Cheguei em casa, as luzes estavam cortadas e as paredes
banhadas em sangue (que na verdade era tinta vermelha). Tinha uma bonequinha
também banhada nesse 'sangue' e escrito CCC, que seria 'Comando de Caça aos
Comunistas'. Juro que fiquei com medo de entrar em casa. Acabei entrando,
acendi a luz e foi um momento de grande susto", contou.
Fonte: Portal iG com foto da TV
Globo/Divulgação – Compartilhado do Blog do Edson Sombra

