O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) saiu em
defesa das investigações da operação Lava Jato, que teve sua 14ª fase
deflagrada nesta sexta (19), com as prisões dos presidentes da Odebrecht e da
Andrade Gutierrez; para o tucano, "a essa altura é muito difícil tapar o
sol com a peneira", numa referência ao envolvimento de partidos da base
aliada do governo no esquema; "É um momento complexo, porque afeta as empresas.
Mas não se trata só que as empresas fizeram isso ou aquilo. São os governos que
não só concordaram, mas participaram, ou pelo menos os partidos que sustentavam
os governos participaram do mesmo esquema. Isso tem que ser analisado com mais
vigor. Os empresários estão na cadeia. E os outros?", afirmou o
ex-presidente, o que praticamente significou sugerir a prisão do também
ex-presidente Lula; FHC sinalizou ainda a preparação do golpe branco contra
Dilma no caso das 'pedaladas'
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
(PSDB) saiu em defesa das investigações da operação Lava Jato, que teve sua 14ª
fase deflagrada nesta sexta-feira (19), com as prisões dos presidentes da
empreiteiras Odebrecht e da Andrade Gutierres. O tucano alfinetou os partidos da
base aliada do governo envolvidos no esquema e disse que "a essa altura é
muito difícil tapar o sol com a peneira".
"É um momento
complexo, porque afeta as empresas. Mas não se trata só que as empresas fizeram
isso ou aquilo. São os governos que não só concordaram, mas participaram, ou
pelo menos os partidos que sustentavam os governos participaram do mesmo
esquema. Isso tem que ser analisado com mais vigor. Os empresários estão na
cadeia. E os outros? Espero que as instituições continuem funcionando, não quero
me antecipar a julgamentos. A esta altura é muito difícil tapar o sol com a
peneira", afirmou o ex-presidente após participar de almoço da Federação
das Indústrias do Rio de Janeiro.
No evento, FHC não
poupou críticas à condução da economia pelo governo Dilma. Ele criticou o apelo
do governo federal atualmente em torno do pacote de concessões para obras de
infraestrutura. "Não adianta novo projeto de infraestrutura se não tem
organização, competência, liderança para mostrar qual é o rumo", afirmou.
O ex-presidente
também falou sobre as contas do governo Dilma Rousseff. Ele disse que, se o
Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitar as contas do governo Dilma,
"será um fato grave". "Cobrar explicações diretamente ao
presidente da República é uma coisa inédita. Não sou especialista, mas pelo que
dizem há motivos para a rejeição ou pelo menos (aprovação) com fortes
ressalvas, por abuso da Lei de Responsabilidade Fiscal", disse.
Sobre o fato de o
ex-secretário do Tesouro Arno Agustin ter assumido responsabilidade pelas
manobras, FHC respondeu: "É mais grave ainda. Ele pode reconhecer o que
quiser, a responsabilidade não é dele. Ninguém toma essa decisão em nível do
secretário".
Fonte: Brasília 247

