O ex-vice-governador Tadeu
Filippelli (PMDB) começa a construir um grupo político para se contrapor, em
2018, à reeleição de Rodrigo Rollemberg (PSB). Mas a ação de improbidade
administrativa contra Filippelli, relacionada ao reajuste dos servidores
públicos, pode atrapalhar essa corrida ao Palácio do Buriti. Um processo é
apenas um processo a ser julgado. Mas com a Lei da Ficha Limpa, que tira da
disputa quem tem condenação em segunda instância, responder por acusações do
Ministério Público na Justiça vira um suspense. Filippelli ainda terá pela
frente infortúnios com a criação da CPI do Transporte Público. Embora garanta
que tudo fez dentro da legalidade, o presidente do PMDB-DF ficará exposto com a
investigação. Pode, inclusive, ser chamado a prestar depoimento, a depender do
apetite dos integrantes da comissão.
Sentindo-se perseguido
O
ex-governador Agnelo Queiroz (PT) considera uma perseguição a última ação
judicial, por improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público do
Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por falta de previsão orçamentária na
concessão de aumentos salariais. Ele está em Buenos Aires, com a filha,
Fernanda.
Troca na CPI
Para
atender a um pedido do ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), o deputado Agaciel
Maia (PTC) começou a trabalhar para substituir o deputado Raimundo Ribeiro
(PSDB) na CPI do Transporte Público. A conversa começou depois de um telefonema
de Tadeu Filippelli (PMDB-DF). Mas dificilmente a troca vai ocorrer. O
tucano tem o apoio da presidente da Câmara, Celina Leão (PDT), para ser o
relator da comissão.
Fonte: Ana Maria Campos –
Coluna “Eixo Capital” – Correio Braziliense
