
Bispo Renato Andrade (PR) preside
comissão; Sandra Faraj (SD) é vice. Raimundo
Ribeiro (PSDB) é relator; CPI investiga licitação dos ônibus.
A Câmara Legislativa do Distrito
Federal definiu
nesta quinta-feira (14) a presidência e a relatoria da Comissão Parlamentar de
Inquérito (CPI) do Transporte Público, que vai investigar supostas
irregularidades na licitação dos ônibus em 2012. A comissão será presidida por
Bispo Renato Andrade (PR). Sandra Faraj (SD) será a a vice. Os trabalhos devem
ter início na próxima semana.
Minutos
após a eleição, Andrade informou ao G1que indicará o distrital Raimundo
Ribeiro (PSDB) como relator da CPI. O tucano é autor do requerimento de criação
da comissão, junto com a presidente da Câmara, Celina Leão (PDT).
Por
volta das 16h15, os membros se reuniram na Terceira Secretaria da Casa
(comandada por Renato Andrade) para definir o cronograma inicial de trabalhos.
Também
fazem parte da CPI os deputados Ricardo Vale (PT) e Rafael Prudente (PMDB). As
legendas, ligadas ao governo Agnelo Queiroz, ficaram fora dos cargos principais
da mesa.
No
início da semana, o deputado Robério Negreiros (PMDB) recusou uma vaga
na CPI alegando "possível conflito de interesses" ao
investigar correligionários, como o ex-vice-governador Tadeu Filippelli, um dos
maiores defensores da licitação do transporte público.
Investigação
O requerimento de criação da CPI do Transporte foi protocolado no último dia 6, com assinaturas dos 24 distritais. O colegiado vai investigar supostas irregularidades na última licitação das empresas de ônibus, realizada pelo GDF em 2012. O requerimento é de autoria da presidente da Casa, Celina Leão (PDT), e do ex-líder do governo Raimundo Ribeiro (PSDB).
O requerimento de criação da CPI do Transporte foi protocolado no último dia 6, com assinaturas dos 24 distritais. O colegiado vai investigar supostas irregularidades na última licitação das empresas de ônibus, realizada pelo GDF em 2012. O requerimento é de autoria da presidente da Casa, Celina Leão (PDT), e do ex-líder do governo Raimundo Ribeiro (PSDB).
No
documento, os parlamentares dizem que a comissão vai investigar "supostas
irregularidades na concorrência pública de janeiro de 2012 da Secretaria de
Transportes, que resultou na diminuição da quantidade de ônibus disponíveis à população
e, consequentemente, uma má prestação e gestão do serviço de transporte público
no DF".
Justiça
O Tribunal de Justiça do DF aceitou em abril a denúncia do Ministério Público contra o ex-secretário de Transportes José Walter Vazquez, o advogado Sasha Reck e de outras duas pessoas suspeitas de irregularidades na mesma licitação. O processo tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública. Segundo o MP, eles participaram de um suposto esquema para favorecer grupos de empresas no certame.
O Tribunal de Justiça do DF aceitou em abril a denúncia do Ministério Público contra o ex-secretário de Transportes José Walter Vazquez, o advogado Sasha Reck e de outras duas pessoas suspeitas de irregularidades na mesma licitação. O processo tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública. Segundo o MP, eles participaram de um suposto esquema para favorecer grupos de empresas no certame.
Na
semana passada, Vazquez disse que não iria se manifestar até ser notificado. A
defesa do advogado Sasha Reck afirmou que ele se colocou à disposição para
prestar esclarecimentos e que vai se pronunciar apenas no processo.
Em
24 de março do ano passado, o G1 mostrou que o órgão ministerial investigava um suposto esquema que favorecia
empresas de transporte
público ligadas a duas famílias – Constantino, que também controla a companhia
aérea Gol, e Gulin, do Paraná.
O
MP também quer que sejam responsabilizados o ex-coordenador de projetos da
concorrência, José Augusto Júnior, e o ex-presidente da comissão de licitação,
Galeno Monte.
Se
condenados, os envolvidos podem perder direitos políticos e terão que pagar
multa de mais de R$ 1,4 milhão. Para o MP, a influência de representante de uma
empresa dentro da comissão julgadora é fato grave e poderia até anular toda a
licitação que substituiu as empresas de ônibus do DF.
Fonte: Mateus Rodrigues
Do G1 DF
