Ônibus impedidos de deixar a Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília, durante protesto de moradores de Brazlândia contra falta de coletivos (Foto: Mateus Rodrigues/G1)
Mateus RodriguesDo G1 DF
Se uma empresa parar, as outras serão 'obrigadas' a repor linhas atingidas. Portaria da Secretaria de Mobilidade deve ser publicada nesta quinta-feira.
O governo do Distrito Federal anunciou que vai publicar nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial uma portaria para reduzir o impacto das greves de rodoviários sobre o transporte público da capital. Assinado pela Secretaria de Mobilidade, o texto prevê a criação de um "plano de contingência" para substituição de veículos que fiquem fora de circulação por causa da paralisação de motoristas e cobradores. O chefe da pasta, Carlos Henrique Tomé, afirma que o plano evita que pequenas paralisações prejudiquem os passageiros.
Mateus RodriguesDo G1 DF
Se uma empresa parar, as outras serão 'obrigadas' a repor linhas atingidas. Portaria da Secretaria de Mobilidade deve ser publicada nesta quinta-feira.
O governo do Distrito Federal anunciou que vai publicar nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial uma portaria para reduzir o impacto das greves de rodoviários sobre o transporte público da capital. Assinado pela Secretaria de Mobilidade, o texto prevê a criação de um "plano de contingência" para substituição de veículos que fiquem fora de circulação por causa da paralisação de motoristas e cobradores. O chefe da pasta, Carlos Henrique Tomé, afirma que o plano evita que pequenas paralisações prejudiquem os passageiros.
"Se você
tem uma emergência, e ela é previsível, você precisa se preparar para ela.
Precisa ter um plano para que aquela anomalia não prejudique demasiadamente a sociedade",
afirmou ao G1.
O Sindicato dos
Rodoviários disse que não tomou conhecimento do assunto e que fará uma reunião
para debater o tema na manhã desta quinta-feira (21). A associação das empresas
que operam nas linhas principais disse estar "à disposição" do
governo para atender à população e suprir a demanda de linhas.
Segundo Tomé, as
empresas serão remuneradas pela ação emergencial, que se aplica apenas a alguns
casos.
"Se pararem 500, 600 ônibus, como acontece quando as grandes
empresas cruzam os braços, não há contingência possível. Em alguns casos, não
vai ser possível resolver, mas sim reduzir o efeito negativo sobre os
trabalhadores", diz.
O secretário diz
ainda que o decreto não representa, necessariamente, um abafamento das greves.
"O objetivo fundamental do GDF é atender ao interesse da população. É
claro que o movimento grevista aponta uma situação de desconforto. O que a
gente quer com isso não é passar por cima do movimento grevista ou tirar a
importância das manifestações, mas não podemos deixar a população
desassistida."
"O objetivo fundamental do GDF é atender ao
interesse da população. É claro que o movimento grevista aponta uma situação de
desconforto. O que a gente quer com isso não é passar por cima do movimento
grevista ou tirar a importância das manifestações, mas não podemos deixar a
população desassistida." Carlos Henrique Tomé,
secretário de Mobilidade
Gestão de crise
O plano de contingência deve ser
publicado durante a gestão de crise da cooperativa Alternativa, que atende
passageiros de Brazlândia e que está sem rodar há duas semanas. Cerca de 140
trabalhadores cobram salários e benefícios em atraso. A Alternativa diz que
está sem recursos para pagar. O GDF afirma que não tem nenhuma dívida com a
cooperativa.

