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Falta tempo para anúncio de novos administradores

Secretário garante que está tudo pronto e, assim que tiver agenda disponível, governador noticiará

O anúncio dos nomes dos administradores regionais é o momento mais esperado pelos deputados distritais e envolvidos no meio político nesta semana. Depois de estimar vários prazos,  a equipe do governador Rodrigo Rollemberg garante que está tudo pronto. Mas falta tempo. 

A cúpula do novo governo tem se ocupado, nos últimos dias, com as negociações para pagar salários e benefícios atrasados dos servidores e é verdade que não há clima para anunciar aumento de gastos. Além do que, quanto mais o governo demora a nomear os comandantes das regiões administrativas, mais tempo eles demoram a entrar na folha de pagamento e adia-se ainda mais a nomeação dos servidores que trabalharão nas unidades.

O novo prazo para o anúncio, segundo o secretário de Relações Institucionais e Sociais, Marcos Dantas, é hoje ou amanhã. “Está tudo pronto para anunciar. Só falta o governador ter agenda para fazer o anúncio”, garantiu. 

Aos deputados distritais, que aguardam ansiosos as nomeações de seus apadrinhados, o governo tem dito que o prazo é até amanhã. Mas o próprio governador Rodrigo Rollemberg já disse, em agenda pública, que o anúncio será feito “até fevereiro”.

Dossiê no forno

Enquanto isso, os sete interinos, que acumulam o comando das 31 regiões administrativas, tentam resolver os problemas mais urgentes das regiões administrativas  e preparam um diagnóstico de cada unidade, que deve nortear os trabalhos dos administradores definitivos. 

O vice-governador Renato Santana, que administra Ceilândia, Taguatinga, Samambaia e Brazlândia há 19 dias, disse que este tempo tem sido de “constante levantamento” dos principais problemas. "A ordem do governador Rollemberg é atacar os problemas emergenciais e trabalhar para pôr as coisas em ordem no menor espaço de tempo”, contou. 

Ele tem coordenado reuniões periódicas entre os sete interinos, para traçar ações com base em problemas comuns que foram identificados.

Cuidado para não melindrar as relações

Um dos questionamentos que mais são feitos à equipe do governador Rodrigo Rollemberg  é se vai haver fusão de administrações pequenas e divisão de grandes. “Pode ter”, limitou-se a responder Marcos Dantas, ontem, no Palácio do Buriti. 

Ele não quer melindrar as relações com os deputados, que têm expectativa de manter seus redutos eleitorais. Um dos interlocutores do governo, no entanto, argumenta que não faz sentido Ceilândia, que tem quase 600 mil habitantes, ter apenas uma administração, como a Fercal, que tem cerca de seis mil moradores. 

Este seria um dos principais entraves para o anúncio. É preciso analisar todos os lados. Para que os efeitos das nomeações sejam menos devastadores.

Desgaste

O governador    enfrenta graves problemas, principalmente nas áreas de saúde e educação, neste início de governo. O próprio secretário-chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, admitiu, na semana passada, em reunião com sindicalistas da área da saúde, que o governo “está se queimando”, com o pagamento parcelado das dívidas com os servidores e, principalmente,  com o fracionamento dos salários.

 “Aliás, nós todos estamos nos queimando”, reconheceu o secretário, ao lembrar que os problemas enfrentados pela nova gestão  são herança da administração petista de Agnelo Queiroz.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília -  Millena Lopes

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