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PETROBRAS » Mais seis funcionários suspeitos

CGU investiga grupo da estatal que teria recebido propina de empresa holandesa, que pagará US$ 240 milhões à procuradoria do país europeu

Por: Eduardo Militão - Correio Braziliense 
Publicação: 13/11/2014 

Jorge Hage: "Além desses seis, há vários outros em nossa lista"
O esquema de corrupção na Petrobras teve novas consequências no Brasil e no exterior. A Controladoria-Geral da União (CGU) suspeita que um grupo formado por pelo menos seis diretores e funcionários da Petrobras recebeu propina da fornecedora holandesa de navios-plataforma SBM Offshore. Ontem, a empresa fechou acordo para pagar US$ 240 milhões ao Ministério Público holandês por causa de “pagamentos indevidos”, que seriam subornos pagos a agentes públicos no Brasil e na África. No primeiro semestre, a empresa foi acusada por um ex-funcionário de pagar propina para pessoas ligadas à Petrobras. “Nós investigamos pagamento de propina. Temos elementos suficientes que caracterizam isso”, disse o ministro da CGU, Jorge Hage, ao Correio ontem à tarde. “Não temos ainda, entretanto, o nome da pessoa ou das pessoas que teriam recebido os recursos.”

A CGU abriu processo punitivo contra a SBM ontem. Segundo Hage, para evitar ser proibida de contratar com a Petrobras, a fabricante de navios poderá assinar um acordo de leniência com a controladoria, ressarcir “prejuízos” e indicar o nome dos corrompidos. Ele não soube precisar os valores. A SBM fechou R$ 27 bilhões em contratos com a Petrobras.

Segundo o ministro, foram abertos seis processos administrativos contra os diretores que são suspeitos de participarem das irregularidades observadas. E há outros sob investigação. “Além desses seis, há vários outros em nossa lista que estão sendo indicados”, afirmou Hage.

Em 31 de março, a Petrobras encerrou uma investigação interna dizendo que “não encontrou fatos ou documentos que evidenciem pagamento de propina a empregados da Petrobras”, informou a estatal à época. Ontem, a petroleira não esclareceu ao jornal se vai reabrir investigações. “A SBM diz não saber quem foi que recebeu”, afirmou Hage.

De acordo com o ministro, foram identificados problemas em contratos firmados entre a SBM e a Petrobras nos últimos 20 anos. A CGU foi à Inglaterra tomar o depoimento do denunciante do caso, um ex-funcionário da SBM que registrou a acusação no site Wikipédia. Ainda foram examinados documentos, e-mails, passaportes, viagens, dados patrimoniais e de renda dos empregados e dos ex-diretores da petroleira brasileira.

O ex-colaborador da SBM afirmou que a empresa pagou US$ 200 milhões em propinas, dos quais US$ 139 milhões foram para funcionários da Petrobras. Os pagamentos foram feitos entre 2007 e 2011. O denunciante mencionou a existência de gravações de reuniões com chefes na SBM detalhando a operação. O funcionário anônimo disse que, no Brasil, a propina era repassada a funcionários da Petrobras por meio do engenheiro Júlio Faerman e de suas empresas. Os subornos eram de 3%, sendo 2% para os funcionários e 1% para o representante.

Na Holanda, a SBM anunciou que pagaria US$ 240 milhões ao Ministério Público, em três parcelas, sendo que a primeira, de US$ 100 milhões, já foi depositada. Segundo a fabricante de navios, nos Estados Unidos, o Departamento de Justiça encerrou as investigações que corriam por lá. A reportagem não 

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